D. Manuel Quintas destacou «caminho espiritual» que conduz à «Páscoa da ressurreição»

Faro, 27 fev 2020 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou que o tempo da Quaresma “desperta maior disponibilidade para acolher a salvação de Deus”, na Missa de Quarta-feira de Cinzas, que presidiu na Sé, que marcou o início do novo tempo litúrgico.

“Deus está sempre pronto para nos salvar. Nós é que nem sempre estamos prontos para acolher essa salvação que nos vem de Deus”, disse D. Manuel Quintas na sua homilia.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, pelo jornal ‘Folha do Domingo’, o bispo do Algarve explicou que a Quaresma, que começava com a celebração da imposição das Cinzas, é um “tempo de conversão para descoberta do amor misericordioso de Deus” onde se percorre um “caminho espiritual” que conduz à “Páscoa da ressurreição”.

“O caminho de conversão quaresmal convida à intimidade, à interioridade, à verdade de vida”, observou.

A Quaresma é um período de 40 dias (excetuando os domingos) de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário dos cristãos, este ano celebrada a 12 de abril, e D. Manuel Quintas realçou que a Palavra de Deus, proclamada neste novo tempo litúrgico, “dá necessariamente maior relevo aos apelos, à conversão”, para que se assuma, “com renovado vigor, atitudes consentâneas com a fé”.

“A Palavra de Deus devia ser alimento diário, não apenas dominical, ao longo da Quaresma. Devia ser a luz que nos guia neste caminho, que nos ajuda a ver, olhando para nós mesmos, quais são os aspetos em que temos de insistir para adequar a nossa vida às atitudes do evangelho e a uma identificação mais plena com a pessoa de Jesus”, desenvolveu.

O bispo do Algarve referiu-se também ao “tripé” que deve acompanhar cada dia da Quaresma, a partilha, através de “atitudes discretas” com a “esmola que traduz o caminho de conversão na partilha fraterna e solidária”, a oração “mais sincera” e o “jejum”, mas alertou para o perigo de uma consciência que se descarrega cumprindo normas, divulga o jornal diocesano.

Na Eucaristia na Sé de Faro, o bispo do Algarve referiu também que a diocese este ano vai ajudar a comunidade católica de S. Tomé e Príncipe, mais concretamente a Paróquia do Príncipe, com a renúncia quaresmal e lembrou que, em 2019, angariaram 20 mil euros para comunidades das Dioceses de Viana e Luena, em Angola.

CB

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