Ana Sofia Marques assume a importância das crianças na sua vida. Foi a experiência de voluntariado numa casa de acolhimento que a fez perceber que a sua missão pessoal e profissional podiam estar sintonizadas. Já deu colo a muitas crianças e quando percebeu que já não podia levar para casa mais histórias de trajetos difíceis, deixou que o projeto «Amigos p’ra vida» pudesse contagiar outros para criar relação com crianças que precisam de colo, mas que precisam também que outras famílias deem colo aos seus pais, irmãos, avós…

«Quando acabei o curso, todos os meus colegas e amigos foram para sociedades de advogados e eu fui bater à porta de várias IPSS e tentar perceber o que fazia sentido um jurista fazer, porque não era claro que alguém da área do Direito pudesse trabalhar numa IPSS. E eu acreditava que havia de encontrar uma forma de conjugar o direito com a proteção de menores»;

«A minha vida está cheia de crianças, às vezes pergunto-me se serão demais, mas acredito que não porque aos meus vão-se acrescentando outros que estão próximos porque sinto a missão de cuidar de alguns, mas ter consciência que não conseguimos cuidar de todos. Compete à sociedade cuidar. E podemos ajudar outros a cuidar e sensibilizar e cativar outros para a missão de cuidar»;

A história da minha fé está relacionada com a Candeia. Os meus pais não são praticantes e, eu e a minha irmã não fomos batizadas. Sempre estive próxima de irmãs, de padres, tenho padres muito amigos, e agora que sou crente, uma crente tardia porque me batizei com 33 anos, fiz o processo de conversão em adulta, olho para trás e vejo Deus nesse percurso: esteve sempre lá e Deus deu-me o meu tempo. Nunca me senti a chegar tarde. Fui vivendo uma vida de aproximação e eu não conseguia que fosse de outra forma».

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