Fátima, 07 mar 2019 (Ecclesia) – O Secretariado Nacional da Liturgia (SNL), da Igreja Católica em Portugal, publicou a obra ‘O Valor Teológico da Liturgia’, que resulta da dissertação de doutoramento do padre Manuel Pinto, que dá “um enorme contributo à Ciência litúrgica”.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA pelo SNL, o presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade explica que a intenção do padre Manuel Pinto “não foi apresentar um verdadeiro tratado”, mas tentar o primeiro esboço de um trabalho sobre “a Liturgia como fonte teológica”.

D. José Cordeiro contextualiza que depois da introdução o autor articula o trabalho em duas partes e começa por estudar “as noções de Liturgia e do processo teológico à luz do Magistério e do pensar teológico”.

Na segunda parte, acrescenta o bispo de Bragança-Miranda, o padre Manuel Pinto determina o valor teológico da Liturgia num “estudo sistemático de investigação e verificação das fontes bíblicas, patrísticas e teológicas”.

“Fazer um ensaio de um tratado geral do valor teológico da liturgia; Tentar indicar ao teólogo e determinar-lhe as condições em que ele pode avaliar o testemunho da liturgia. O campo é muito vasto. Vamos somente desbravar o terreno”, escreveu o padre Manuel Pinto, no livro agora editado pelo SNL.

‘O valor teológico da Liturgia’ é o tema da dissertação de doutoramento em Teologia, do sacerdote nascido em Castro Vicente, Mogadouro, território da Diocese de Bragança-Miranda, que foi defendida em julho de 1951, na Faculdade Teológica de Granada.

Para D. José Cordeiro “é justa e necessária” a publicação da obra ‘O Valor Teológico da Liturgia’ e a sua inclusão na coleção Exultet que o Secretariado Nacional da Liturgia propõe para “uma cultura da Liturgia em língua portuguesa”.

O comunicado informa que o padre Manuel Joaquim Pinto nasceu a 19 de fevereiro de 1916, entrou no Noviciado em Alpendurada, Marco de Canaveses a 25 de junho de 1934, foi ordenado presbítero a 15 de julho de 1951 em Granada. Faleceu em Lisboa a 20 de setembro de 1958, vitimado por um cancro generalizado.

A Igreja Católica começou a viver a Quaresma, esta quarta-feira, e o Secretariado Nacional da Liturgia reeditou a obra ‘O Tempo da Quaresma’, “enriquecido” com um apêndice de textos escolhidos da Patrística e do magistério dos Papas Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

O organismo da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade sugere mais três livros para o novo tempo litúrgico, nomeadamente ‘Semana Santa’, vivida do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa, ‘O Tríduo pascal’, resultado dos estudos apresentados no 8.º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica (1982), e ‘O Tempo Pascal’.

CB/OC

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