Lisboa, 11 abr 20156 (Ecclesia) – A Revista Internacional Católica Communio dedica o seu número mais recente ao tema ‘Reabilitar a política’, A “verificação de falta de confiança atual” nos agentes e instituições políticas.

“A falência dos quadros de organização e participação política, nas chamadas democracias ocidentais, encontram-se entre os tópicos mais debatidos na esfera pública, sem que, no entanto, se descubram sinais de uma verdadeira reforma dos modelos de representatividade e participação políticas”, refere a apresentação da publicação.

A edição, enviada à Agência ECCLESIA, observa também que os indicadores sociais, relativos à falta de confiança nos agentes e nas instituições do político, “multiplicam-se e aprofundam-se”, em grande parte, dos inquéritos sociográficos, e “atos supostos de exercício da democracia tornam cada vez mais patentes os sintomas de erosão”.

A Revista Communio, no seu terceiro número de 2015, apresenta uma leitura teológica da experiência política sugerida por Siegfried Wiedenhofer; O teólogo austríaco escreveu ‘Política e fé cristã’ “pouco antes de falecer” a 17 de agosto do ano passado.

No artigo ‘Reflexões sobre a liderança política na atualidade’, Lívia Franco, doutorada em Ciência Políticas e mestre em Relações Internacionais, evoca autores clássicos e contemporâneos da filosofia política.

Por sua vez, o político José Manuel Pureza tem, por exemplo, na sua reflexão o Papa Francisco como fonte de inspiração, que cita a exortação “A Alegria do Evangelho”; ‘A política compromisso pelos últimos’ ’é o título do texto assinado pelo deputado do Bloco de Esquerda, também vice-presidente da Assembleia da República.

Os jornalistas católicos Jorge Wemans e António Marujo escreveram sobre a influência dos meios de comunicação social e novos média em ‘Redes, invasões e mandarins: A reabilitação da política e o papel dos média’.

‘Discordar, deliberar e agir em conjunto’ de José Gomes André, cuja área de estudo é Filosofia Política, tem como fonte de inspiração o filósofo norte-americano John Rawls.

Já Miguel Morgado, professor auxiliar no Instituto de Estudos Políticos, examina os poderes do Estado: ‘A separação dos poderes. Dos poderes “canónicos” ao Estado regulador’.

O teólogo e antropólogo Alfredo Teixeira na Communio dedicada à política escreve sobre o 25 de abril de 1974 num artigo intitulado ‘A Revolução de abril num contexto de mudança religiosa. Destradicionalização e individualização’.

Segundo o comunicado à imprensa, João Madureira coloca o acento na “condição feminina” ao analisar a sua obra musical “Magnificat ou a insubmissa voz”, uma reabilitação da política através da experiência de revisitação dessa obra.

A professora Maria Luísa Ribeiro Ferreira em ‘um livro que nos interpela’ faz a recensão da obra ‘Portugal na Queda da Europa’, do filósofo português Viriato Soromenho Marques.

‘Uma voz profética na vida política’ apresenta Maria de Lurdes Pintassilgo, através de notas e memórias num artigo da professora Maria Alfreda Fonseca, que trabalhou diariamente, entre 1982 e 1985, com a antiga Primeira-ministra de Portugal [V Governo Constitucional, em funções de Julho de 1979 a Janeiro de 1980].

A controvérsia sobre o “direito à blasfémia” é apresentada através do exemplo francês por Philippe Portier, diretor de estudos da École Pratique des Hautes Etudes, eleito em 207, na secção ‘Perspectivas’, que encerra esta edição.

CB

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