Cardeal-patriarca de Lisboa apresenta obra hoje na Capela do Rato

Lisboa, 16 nov 2015 (Ecclesia) – O livro ‘O Pacto das Catacumbas’, de Xabier Pikaza e José Antunes da Silva, recorda os 40 bispos que se reuniram nas criptas de Santa Domitila, em novembro de 1965, a poucos dias do final do Concílio Vaticano II.

A Paulinas Editora informa que a obra vai ser apresentada hoje por D. Manuel Clemente às 18h30, na Capela do Rato em Lisboa.

A sinopse da nova publicação contextualiza que os 40 bispos se reuniram nas catacumbas de Santa Domitila, em Roma, para “celebrar a Eucaristia e assinar um documento em que expressavam o seu compromisso pessoal com os ideais” do Concílio Vaticano II.

Os prelados, onde se contava o bispo brasileiro D. Hélder da Câmara, firmaram a vontade de “viver um estilo de vida simples e a exercer o seu ministério pastoral de acordo com critérios evangélicos”.

“Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue”, lê-se numa das passagens do ‘Pacto das Catacumbas’ assinado em 1965.

“O Pacto das Catacumbas é, sem dúvida, um compromisso pessoal de cada um daqueles bispos, mas é também, simultaneamente, um desafio para toda a Igreja e um instrumento para aferir a sua fidelidade ao Evangelho”, acrescenta a sinopse da obra que vai ser apresentada na Capela do Rato.

Até ao fim do Concílio Vaticano II, a 8 de dezembro de 1965, os 40 bispos reúnem-se “quase semanalmente” para refletir sobre o que acontecia nas assembleias plenárias à luz do tema ‘Igreja dos pobres’.

José Antunes da Silva, um dos coordenadores da publicação, recorda uma carta que o Papa Francisco escreveu a todos os consagrados onde destaca que olhar para o passado “é também uma maneira de tomar consciência do modo como temos vivido o nosso carisma através dos tempos”.

O coordenador contextualiza que o Papa argentino “sonha com uma Igreja pobre ao serviço dos pobres” e apresenta-os como a chave hermenêutica para compreender a missão da Igreja.

“Se a Igreja se esquecer dos pobres perde credibilidade e os critérios-chave de sua autenticidade e autoridade”, observa ainda José Antunes da Silva.

CB

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