Diocese celebrou 40 anos de criação

Viana do Castelo, 11 nov 2017 (Ecclesia) – O Instituto Católico de Viana do Castelo lançou uma edição da revista «Memória» dedicado ao «Alto Minho Cristão», no âmbito dos 40 anos da diocese.

“Quisemos dispor de um instrumento breve, conciso que tentasse abranger um pouco aquilo que é a história da diocese que recua muito para além dos 40 anos que estamos a celebrar”, explicou o padre Pablo Lima, responsável pela instituição, em declarações à Agência ECCLESIA.

A “pequena obra com 200 páginas” é o “único número monográfico” da revista ‘Memória’, que normalmente apresenta pequenos artigos, para estar “acessível no conteúdo, como na linguagem” a qualquer pessoa “interessada em saber como se chegou a 1977” e pode ser lida “num tempo breve e com indicações bibliográficas”.

“É impensável falar de Igreja no Alto Minho como se fosse um capítulo à parte na história da população. Durante muitos séculos, o padre Matos Reis refere isso muito bem, a força motora das populações no Alto Minho foram sobretudo os mosteiros e as igrejas”, desenvolve o padre Pablo Lima.

A geografia diocesana, acrescenta, está “marcada por uma rede de antigos mosteiros ou igrejas” que hoje são paroquias e “foram a força viva” da população, sobretudo, “enquanto a autoridade civil não se conseguia afirmar”.

O presidente do Instituto Católico de Viana do Castelo comenta ainda que existem muitos estudos de vários historiadores, a maior parte ligados à Igreja, de diversos momentos da vida da diocese mas “não existia” um que fosse “breve e acessível” a qualquer pessoa.

O instituto na disciplina História da Igreja este ano em particular dedica muita atenção à Diocese de Viana do Castelo e para as Jornadas de Formação do Clero pretende revisitar a história diocesana.

As três áreas principais são a Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas, que com a Escola Superior de Saúde do politécnico promove quatro reflexões e partilhas sobre ‘Humor, saúde e bem-estar espiritual’, entre 19 e 22 de novembro, o Departamento do Património Histórico, Artístico e Imóvel, e a Livraria Diocesana.

“As propostas formativas da escola são bastante abertas, além de procurarmos parcerias com outras instituições publicas, interessa-nos que a formação, a promoção da cultura cristã na sociedade vianense possa chegar o mais longe possível”, afirma o padre Pablo Lima.

O Instituto Católico de Viana do Castelo quer “ajudar a crescer, purificar quando for o caso, sobretudo enriquecer a vivência popular do Evangelho” no Alto Minho e o seu presidente lembra o “enorme trabalho sobre religiosidade popular”, do primeiro responsável do instituo, o padre José da Silva Lima.

No ano do centenário das aparições em Fátima, o padre Pablo Lima pensa que é o momento de “desmistificar a ideia” que Viana do Castelo é o “berço da religiosidade popular em Portugal”.

“O lugar de maior religiosidade popular em Portugal é Fátima e neste sentido diz respeito a todo o país. Talvez o que acontece é que em Viana do Castelo ainda existe uma prática religiosa muito elevada e torna mais publica a dimensão da religiosidade popular”, desenvolveu.

O Instituto Católico de Viana do Castelo foi fundado em 1991 por D. Armindo Lopes Coelho, o segundo bispo da diocese.

A diocese católica do Alto Minho Cristão está no centro do Semanário ECCLESIA número 233 (a edição de 3 de novembro) e do programa ‘70×7’ desde domingo, dia 12, transmitido na RTP2 a partir das 13h30.

CB

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