D. Rino Passigato discursou na apresentação de cumprimentos do Corpo Diplomático a Marcelo Rebelo de Sousa

Queluz, 25 jan 2018 (Ecclesia) – O núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) em Portugal recordou hoje as tragédias que marcaram o ano de 2017, manifestando solidariedade às vítimas, e elogiou a “proximidade” com que o presidente da República se relaciona com as populações.

“Seja-nos permitido, senhor presidente, renovarmos aqui as expressões mais sentidas de simpatia, proximidade e solidariedade a todas as pessoas e famílias afetadas por essas inenarráveis tragédias”, referiu D. Rino Passigato, ao discursar na apresentação de cumprimentos do Corpo Diplomático ao presidente da República Portuguesa, no Palácio Nacional de Queluz.

O decano do Corpo Diplomático falou dos incêndios do último ano como “uma catástrofe nacional que enlutou Portugal, como nunca tinha acontecido antes”, lembrando ainda a queda de uma árvore junto ao Santuário de Nossa Senhora do Monte, no Funchal, que provocou várias mortes.

D. Rino Passigato elogiou Marcelo Rebelo de Sousa “pelo exemplo de proximidade e afeto para com o seu povo”, especialmente “nas situações de maior dificuldade e sofrimento”.

O núncio apostólico falou também de momentos de “alegria” vividos por Portugal no último ano, entre eles a vinda do Papa Francisco e a canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, em Fátima.

Num olhar sobre os cinco continentes, o representante diplomático da Santa Sé defendeu que a Comunidade Internacional tem “o dever de parar o escandaloso e profundamente imoral comércio de armas”, que alimenta “demasiadas situações de guerra e de instabilidade”.

D. Rino Passigato recordou as vítimas de ataques terroristas e de perseguição, por motivos políticos, ideológicos ou religiosos, alertando depois para a “inquietação” provocada pelas “tensões nos territórios da Terra Santa”.

Evocando a eleição de António Guterres para secretário-geral da ONU é a prova mais evidente, o núncio sublinhou que Portugal se apresenta como “país de paz e de acolhimento, com vocação de abertura ao diálogo”.

“Nós, os representantes da comunidade internacional, congratulamo-nos com Portugal, felizes por poder contribuir com a nossa presença no seu crescimento e prestígio no seio da comunidade das nações”, acrescentou.

OC

Partilhar:
Share