Padre Orlando Henriques fala da sua experiência na Diocese de Coimbra, entre os castanheiros e o xisto

 

Lisboa, 05 ago 2021 (Ecclesia) – O padre Orlando Henriques, da Diocese de Coimbra, diz que a sua missão como pároco de várias comunidades de montanha é uma “Pastoral da Serra”, onde encontra várias lições, entre os castanheiros e o xisto.

“A Serra convida-nos a viver a vida a sério”, refere à Agência ECCLESIA.

O sacerdote fala de uma verdadeira “biblioteca”, onde se encontra uma “variedade de saberes, de curiosidades, de pessoas, de encontros, de experiências”.

“A Serra vista e vivida, a Serra profunda, tem essa dimensão”, precisa, numa visita guiada pelo património natural e paisagístico a Castanheira da Serra, na freguesia de Fajão, município de Pampilhosa da Serra.

O padre Orlando Henriques é pároco de Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira; Arrifana, Poiares (Santo André), São Miguel de Poiares e São José das Lavegadas.

Na emissão desta quinta-feira do Programa ECCLESIA (RTP2), o sacerdote destaca a marca dos mosteiros católicos no povoamento das terras e convida todos a sentir a responsabilidade pelo que cada um vai plantar para o futuro.

Junto a um dos mais antigos “soitos” da Península Ibérica, uma “catedral verde”, o entrevistado fala também dos sinais que se impõem na “aridez” da montanha.

“O silêncio tece-nos”, sustenta.

O padre da Diocese de Coimbra destaca ainda o impacto do xisto na paisagem e na arquitetura, uma “biblioteca de pedras”, montadas com um saber próprio.

“São livros que nos contam a história destas pessoas” e do seu sacrifício, na construção de socalcos, observa.

Este “jogo de união”, entre as pedras e as pessoas, também inspira a oração do sacerdote, que nas deslocações entre as várias comunidades procura a oportunidade de parar em lugares especiais, que o ligam a passagens da Bíblia.

“A Serra torna-se um cenário propício para a meditação dos Salmos”, indica.

O padre fala ainda do simbolismo da água que marca a passagem: “A sede é das melhores imagens que falam da nossa relação com Deus”.

Em tempo de férias, o convidado aconselha todos os visitantes a ir ao encontro da “história dos lugares”, para conhecer os seus significados “mais profundos”.

LFS/OC

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