Instituições de ajuda aos sem abrigo e refugiados receberam a notícia com “muita surpresa”

Foto: Fundação Allamano

Lisboa, 12 nov 2022 (Ecclesia) – A Fundação Allamano” foi distinguida com o Prémio Direitos Humanos 2022 e a Associação “João 13” recebeu medalha de ouro comemorativa do 50.º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“O Prémio Direitos Humanos 2022 foi atribuído ex-aequo à Adolescere – Associação de Apoio à Criança e Adolescente, IPSS e à Fundação Allamano, pelo seu trabalho de relevo no acolhimento e integração de crianças e jovens refugiados, do Afeganistão e da Síria e, mais recentemente, da Ucrânia”, pode ler-se em comunicado da Assembleia da República. 

José Miranda, membro da Fundação José Allamano, dos Missionários da Consolata, recebeu a notícia da atribuição do prémio com “muita surpresa”, não sabendo quem candidatou a instituição.

“O nosso presidente do conselho de administração foi contactado a felicitar-nos pelo prémio e não sabemos muito, li o e-mail que recebemos da Assembleia da República e sabemos que foi por unanimidade que nos atribuíram este prémio”, disse em declarações à Agência ECCLESIA.

O responsável identifica o prémio Direitos Humanos 2022 como um “reconhecimento” pelo trabalho feito, que deixa todos “orgulhosos e satisfeitos” na instituição. 

“Para mim, as flores são para Nossa Senhora e os frutos são para nós. Entendo esta distinção como uma homenagem ao nosso trabalho e dedicação aos mais pobres e aos refugiados que acolhemos”.

Também foram atribuídas Medalhas de Ouro Comemorativas do 50.º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos às Associações “Acreditar”, Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, e “João 13”, Associação de apoio e serviços a pessoas carenciadas.

Frei Filipe Rodrigues, sacerdote dominicano responsável pela “João 13“, disse à Agência ECCLESIA que a distinção “foi recebida com surpresa” pois não tinham feito candidatura.

“Parece um ponto positivo, e que muito nos orgulha, que a casa da democracia reconheça o trabalho destas pessoas, valorizando não só a questão da humanidade e dignidade, das pessoas sem abrigo e carenciadas, mas também o facto de sermos voluntários”, explicou à Agência ECCLESIA.

O sacerdote entende que houve um “reconhecimento pelos voluntários que estão lá para ouvir as pessoas, recuperá-las e voltar-lhes a dar a dignidade que perderam”. 

“Com a atribuição deste prémio surge o desafio, e acredito que estamos no bom caminho, de termos de continuar e melhorar”.

As distinções são atribuídas anualmente pelo Presidente da Assembleia da República, ouvida a Conferência de Líderes, mediante proposta do júri, constituído no âmbito da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

O prémio, no valor pecuniário de 25 mil euros, vai ser entregue no mês de dezembro.

PR/SN

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