«Não coloquemos nas mãos de ninguém o futuro que também é nosso» – Eugénio Fonseca

Lisboa, 28 jan 2022 (Ecclesia) – A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) apelou à participação nas legislativas deste domingo, para que “ninguém se abstenha” desse ato eleitoral.

“Não coloquemos nas mãos de ninguém o futuro que também é nosso para termos maior legitimidade em exigirmos aos Partidos políticos o cumprimento dos muitos compromissos prometidos que mais nos dizem respeito”, pede Eugénio Fonseca, presidente da CPV, num comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A direção da Confederação apela a que “ninguém se abstenha de participar nas eleições”, e dirige o “particular apelo” aos “milhares” de voluntários e voluntárias que votem.

“Não votar seria uma incoerência inqualificável do exemplo de cidadania que dão, com a sua tão grande dedicação ao bem comum, sem nada esperarem em troca. Neste caso não se trata de um ato de generosidade, mas de civismo”, desenvolve Eugénio Fonseca.

‘Voluntariado não combina com abstenção eleitoral’, é o título do comunicado que lembra que todas as portuguesas e os portugueses, a partir dos 18 anos de idade, são convidados a participar no ato eleitoral.

A organização assinala que em democracia “votar não é só um direito”, mas é um dever pelas implicações éticas que “pode ter na prática da cidadania” e partilha algumas realidades da sociedade que “justificam” não ficar “em casa no próximo domingo”.

A CVP lembra que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, “a pobreza aumentou”, atingindo, sobretudo, crianças, jovens, idosos, famílias monoparentais, desempregados e empregados.

Neste âmbito, a nota alerta também para problemas na área escolar, no campo sanitário, na proteção da natureza e dos animais, o ambiente, a “inclusão de seres humanos”, como as pessoas em situação de sem-abrigo, e “trabalho para todos, recuperando profissões tradicionais”.

A direção da Confederação Portuguesa do Voluntariado, que comemorou 15 anos neste mês de janeiro, pede ainda os voluntários que se disponibilizem para “apoiar as autarquias” ou os vizinhos que tenham “dificuldades de mobilidade”, e não estejam a cumprir restrições decorrentes da Covid-19, “para que ninguém, querendo, fique impedido de cumprir um imperativo nacional”.

CB/OC

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