Docente e investigador realça a importância de reforçar a «proteção da dignidade humana»

Foto DR

Lisboa,18 jun 2019 (Ecclesia) – O professor e investigador Carlos Costa Gomes foi eleito presidente da Direção Nacional do Centro de Estudos de Bioética (CEB), na sequência de um encontro promovido por este organismo em Coimbra.

De acordo com um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, o ato eleitoral teve lugar durante o 3.º Colóquio sobre a Família – De onde vem e para onde vai – Do seu destino, evolução e perenidade”, que aconteceu na regiao centro do país.

Doutorado em bioética, docente e investigador do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, e membro do Centro de Estudos de Bioética, o novo presidente do CEB salienta que pretende, nos próximos quatro anos, “dar continuidade ao laborioso e louvável trabalho realizado pelos seus antecessores”.

Para Carlos Costa Gomes é fundamental reforçar a “matriz personalista e humanista” que tem caraterizado a atuação dos membros do CEB e manter a aposta na “reflexão de cariz ética-cristã” em favor da “proteção da dignidade humana”.

“A ciência é essencial para a promoção da pessoa humana desde que orientada por valores humanistas e personalistas, e sempre em função do melhor bem da pessoa”, frisou aquele responsável, que apontou ainda a necessidade de alargar a colaboração que tem existido entre o CEB e os “meios universítários” também “à sociedade em geral”.

Sobretudo perante uma sociedade atual marcada pela “ilusão ideológica sobre o biológico que até é capaz de negar a natureza humana”, e diante de “uma comunicação social” que dissemina “notícias sensacionalista e neoliberais; sobre os interesses individualistas, sobre a perda de sentido de responsabilidade e de bem-comum”.

Carlos Costa Gomes sucede no cargo de presidente do CEB a Filipe Almeida, que vai manter-se no entanto na Direção Nacional do organismo.

Fundado a 8 de dezembro de 1998, o Centro de Estudos de Bioética é a mais antiga instituição do país a dedicar-se ao estudo e à reflexão das questões bioéticas, suscitadas pelo avanço da biotecnologia aplicada à vida humana.

Entre os membros fundadores do CEB encontramos figuras de referência provenientes de diferentes áreas profissionais, como os médicos Daniel Serrão e Walter Osswald e os sacerdotes Luis Archer (SJ) e Vasco Pinto de Magalhães (SJ).

“Com a criação oficial do Centro de Estudos de Bioética, a primeira instituição de bioética em Portugal, iniciou-se formalmente o processo de institucionalização da bioética colocando, deste modo, Portugal num dos primeiros países europeus a desenvolverem a reflexão nesta nova área do saber”, refere o comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A mesma nota destaca “dois marcos importantes na vida do CEB”, ao longo dos últimos 21 anos: “a publicação de ‘Os Cadernos de Bio-Ética’, atualmente ‘Revista Portuguesa de Bioética’, com periodicidade semestral; e a “criação do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, em 1990, com forte presença dos membros do CEB”.

A Direção Nacional do Centro de Estudos de Bioética passa a ser constituída, para os próximos quatro anos, pelo presidente Carlos Costa Gomes, acompanhado por Filipe Almeida (secretário-geral) e Cíntia Águas (jurista e secretária-executiva do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida), e também pela médica Sofia Reimão e pelo professor António Jácomo.

Foram também eleitos novos elementos para a Mesa da Assembleia Geral, que será presidida pelo professor Henrique Vilaça Ramos; e para o Conselho Fiscal, que terá como responsável máximo o Juiz Conselheiro José Cardoso da Costa

JCP

Partilhar:
Share