D. Rui Valério destacou de «defender o mundo da loucura totalitária»

Lisboa, 06 jun 2022 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança visitou os militares portugueses destacados na Roménia, presentes em dois contextos distintos, entre 31 de maio e 4 de junho, elogiando o seu serviço na defesa da paz.

“Incrementando e defendendo a paz estais a construir os alicerces para a formação de um mundo melhor, mais justo e fraterno”, disse D. Rui Valério à Companhia da Brigada de Reação Rápida, que está a participar num exercício com militares de outros países, em Smirdan.

Numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, o bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal realça que os membros da Companhia da Brigada de Reação Rápida se reuniram para a celebração da Palavra, na sexta-feira.

“Os militares, guiados pelo Espírito de Cristo, Espírito da Paz, são chamados a colaborar na obra superior de construir um mundo melhor, um mundo novo”, afirmou D. Rui Valério.

O responsável católico salientou que, “no fundo”, a razão da presença da Companhia da Brigada de Reação Rápida na Roménia é “defender o mundo da loucura totalitária dos loucos, salvaguardar a superioridade da paz e da fraternidade” de quem quer reduzir o mundo a um dramático campo de batalha.

O bispo das Forças Armadas e de Segurança encontrou-se também com os militares das Operações Especiais, na I Base de Târgu Mures/SOCOM, a 2 de junho, dia da Ascensão do Senhor na Igreja Ortodoxa.

Neste contexto, os militares romenos e portugueses participaram na celebração litúrgica, e D. Rui Valério, que presidiu à celebração da Palavra refletiu sobre “as duas palavras mais importantes”: “Elevou-se” e “ide”.

“‘Elevou-se’ é das palavras que mais marca indelevelmente e inspira a identidade e a vida de todo o discípulo de Jesus Cristo. Fundamentalmente declina-se em três sentidos principais: existencial, ético e teológico”, desenvolveu.

O sentido existencial, explicou, é oferecido pela “capacidade de vencer as dificuldades e as contrariedades do caminho”, e observou que na Europa “há já quem esteja a fazer reservas de comida e bebida para prazos mais ou menos longos”, e, em hora tão decisiva, compete aos militares “impedir que o mundo tombe no nas mãos do inimigo, ou se consuma no desespero”.

No sentido ético, D. Rui Valério afirmou que os militares são chamados “não só a afirmar os valores da paz, da liberdade e da vida”, mas também a pô-los em prática.

“Confiarei a vossa missão a Nossa Senhora de Fátima e deporei, no seu regaço de Mãe, as vossas intenções pessoais, familiares e de Companhia que defende a paz, além-fronteiras”, declarou.

O bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal também se reuniu com os chefes do Serviço de Assistência Religiosa Romenos, os padres católico e ortodoxo.

CB/OC

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