Encontro acentuou «visão integradora das várias dimensões», diz D. António Augusto Azevedo

Fátima, 15 mar 2019 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios (CEVM) afirmou hoje que as Atas do Simpósio do Clero 2018, lançadas esta tarde, são “um instrumento útil para a formação” destacando que o encontro acentuou “uma visão integradora das várias dimensões das pessoas”.

“É uma visão integral, integrada, integradora das várias dimensões das pessoas. Uma forte componente espiritual mas sem esquecer sempre a base de formação humana com essas dimensões da afetividade, dos sentimentos, das emoções, no fundo, um todo da pessoa”, referiu D. António Augusto Azevedo à Agência ECCLESIA, em Fátima.

No encontro de formação, em setembro de 2018, estiveram, entre outras, questões ligadas à afetividade, sexualidade.

O bispo auxiliar do Porto destacou “a brilhante comunicação final” do bispo emérito de San Sebastian (Espanha), D. Juan Maria Uriarte, sobre o celibato e a sua vivência hoje.

“D. Juan Maria Uriarte é uma pessoa com muita experiência e formação também nestas áreas. Os seus contributos, fruto do seu saber e da sua experiência, são muito úteis para a situação de hoje e de sempre mas que podem ajudar a perceber alguma situações e a prevenir”, assinalou D. António Augusto Azevedo.

Segundo o presidente da CEVM, a intervenção ‘O celibato presbiteral: sua nobreza, dificuldades e etapas’ foi um resumo “muito profundo e espelha muitas dessas questões” que hoje vão “enfrentando”.

Para além do “contributo” do bispo emérito de San Sebastian, a obra ‘O Padre, ministro e testemunha da alegria do Evangelho’, apresentada hoje em Fátima, “pode ajudar muito o clero”, na leitura pessoal que “os padres devem fazer”, como “em grupo, movimentos, espontâneos ou não”, para aproveitarem a “reflexão da Igreja”.

O 9.º Simpósio do Clero 2018, que comemorou a bodas de prata destas formações, contou com as intervenções do prefeito da Congregação para o Clero, o cardeal Beniamino Stella, sobre ‘O ministério sacerdotal no magistério do Papa Francisco’; e do secretário do mesmo organismo da Santa Sé, D. Jorge Carlos Patrón Wong, com dois temas ‘A formação sacerdotal na Igreja do Futuro’ e ‘A formação para a fidelidade e fecundidade no ministério’.

O padre Pablo d’Ors, da Associação Amigos do Deserto, falou sobre a dimensão espiritual da vida do sacerdote, e o encontro, realizado entre 3 e 6 de setembro 2018, começou com uma evocação a D. António Francisco dos Santos, antigo bispo do Porto, falecido em setembro do ano anterior.

O livro que reúne as reflexões dos conferencistas, tem a chancela da Paulinas Editora, e D. António Augusto Azevedo espera que seja uma forma dos participantes voltarem “a refletir sobre eles”, para além da “oportunidade” para muitos padres que não estiveram no evento “tenham contacto com o que foi dito”, e por outras pessoas “interessadas nestes termos ligados à vida presbiteral”.

Neste encontro, organizado pela Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, os bispos e sacerdotes portugueses manifestaram a sua solidariedade e apoio ao Papa, na construção de “uma cultura de prevenção e proteção dos menores e vulneráveis”.

PR/CB/OC

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