Grupos de 20 pessoas sobem à Torre sem se cruzarem de meia em meia hora, a partir deste sábado, adianta o presidente da Irmandade, que oferece a visita aos profissionais de saúde, bombeiros e Cruz Vermelha, até ao final de 2021

Porto, 30 mai 2020 (Ecclesia) – O presidente da Irmandade dos Clérigos disse à Agência Ecclesia que “é muito agradável” reabrir novamente a Igreja e a Torre, referindo que foi preparado um circuito “em segurança” para acolher 400 visitas por dia.

“Toda esta abertura é uma abertura lenta, com entusiasmo e alegria de voltarmos a retomar as iniciativas, mas conscientes de que tudo isto vai ser muito lento, muito demorado”, afirmou o padre Manuel Fernando Silva.

O sacerdote da Diocese do Porto tomou posse como juiz presidente da Irmandade dos Clérigos no dia 9 de março e, nesse mesmo dia, teve de tomar a “decisão mais difícil” de encerrar o edificado dos Clérigos por causa do alastrar do novo coronavírus.

Visitado por vezes por 1500 turistas por dia, a Igreja e a Torre dos Clérigos, estiveram “fechados mas não estiveram parados”, os colaboradores receberam formação para acompanhar quem visita o espaço na reabertura e foram criadas condições de segurança para acolher grupos de turistas nos diferentes espaços do edificado.

O padre Manuel Fernando Silva adianta que criaram mecanismos para incentivar a compra de ingressos online, todo o ambiente está com uma “multiplicidade de sinalética” que procura criar nos que visitam “a perceção das distâncias necessárias” e o acesso à Torre vai “ser monitorizado” pelos vários colaboradores.

Uso de máscara, higienização e monitorização da temperatura são procedimentos habituais para todos os turistas, que subirão à Torre em grupos de 20, a cada meia hora, “sem haver cruzamento” de pessoas.

“Nesta fase o circuito está preparado para acolher 400 pessoas por dia”, afirmou o presidente da Irmandade dos Clérigos.

A Igreja dos Clérigos foi preparada para acolher 34 pessoas durante as celebrações e 10 em visitas turísticas ao espaço.

As Missas na Igreja dos Clérigos vão ser retomadas este domingo à noite, às 21h30, continuando a ser dinamizadas pela Pastoral Universitária da Diocese do Porto.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o padre Manuel Fernando disse que vão continuar a transmitir o concerto das quartas-feira nas redes sociais, aproximando o edificado dos Clérigos dos portuenses e dos turistas.

“O património é gerido pela Irmandade, mas é de todos”, sublinhou o presidente da Irmandade dos Clérigos.

A reabertura da Igreja e da Torre dos Clérigos vai ser assinalada hoje com uma visita às 17h30 e a Irmandade anunciou que, “num gesto de agradecimento e profundo reconhecimento ao trabalho e à coragem que os Profissionais de Saúde, Bombeiros e Cruz Vermelha realizam no combate ao Covid-19, em prol de toda a comunidade, colocando em risco as suas próprias vidas e a dos seus familiares”,  decidiu “permitir a entrada gratuita na Igreja, Museu e Torre dos Clérigos, a todos estes profissionais” até ao final do ano de 2021.

A Igreja e Torre dos Clérigos é uma obra projetada pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni (1691-1773), começou a ser construída em 1732 e ficou concluída em 1763; tem 76 metros de altura que podem ser subidos pelos visitantes através de uma escada em espiral com 240 degraus e foi até ao século XVIII o edifício mais alto do país, com 75 metros.

Em dezembro de 2013 foram lançadas obras de requalificação da Igreja e Torre dos Clérigos, após a assinatura de um protocolo, em março do ano anterior, entre a Irmandade da Torre dos Clérigos, a Direção Regional de Cultura do Norte e a Câmara Municipal do Porto; a inauguração da “renovada Igreja e Torre dos Clérigos” aconteceu um ano depois, no dia 14 de dezembro de 2014.

PR

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