«O nosso mundo precisa de um motivo que o congregue» – D. Manuel Linda

Foto SDPJ – Diocese do Porto

Porto, 08 out 2022 (Ecclesia) – O bispo do Porto assinalou hoje que os símbolos da JMJ despedem-se da cidade, às 11h00, com uma Missa na Sé, e na tarde deste sábado chegam a Oliveira de Azeméis, às 16h00, no Santuário de La Salete.

“Uma grande celebração marcará o início da sua presença no sul da diocese. Convido à participação massiva num e noutro lugar”, escreveu D. Manuel na sua conta na rede social Twitter.

A cruz e o ícone mariano “Salus Populi Romani” estão a peregrinar na Diocese do Porto desde 1 de outubro, na manhã deste sábado (dia 8) amanheceram no Mercado do Bolhão, e na cidade passaram pelos hospitais de São João e de Santo António, e pela Casa Sacerdotal, assinala o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil.

Os dois símbolos da JMJ, na quinta-feira, dia 6, estiveram num convívio académico, precedido por uma Missa, no Seminário de Vilar, onde foi apresentado o novo centro da Pastoral Universitária.

“Sinto esperança na Igreja. Tudo está muito próximo, uma cruz que foi tocada por São João Paulo II está a um metro de mim”, salientou José Sarmento ao jornal ‘Voz Portucalense’ da Diocese do Porto.

Já para Inês Novais foi “muito bonito” ver toda a gente “tão ligada pela mesma causa”.

“Nós não vivemos isto sozinhos, vivemos uns com os outros. Perceber que estão aqui mil coisas para o mesmo dá uma alegria imensa”, acrescentou Paulo Martinez.

Após a Eucaristia foi apresentado, pela primeira vez, o novo ‘Centro In Manus Tuas’ (CIMT), o centro da Pastoral Universitária da Diocese do Porto.

António Fonseca, estudante na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, elogiou o novo espaço do CIMT como forma de “unir todos os universitários”.

“Tem espaços para todo o tipo de coisas. Está bastante acolhedor e vale a pena vir”, salientou Margarida Rothes, depois de visitar o novo espaço que pretende ser uma “casa para todos”, como referiu o bispo do Porto, na homilia da Missa antes do convívio académico.

D. Manuel Linda afirmou que “o mundo precisa de um motivo que o congregue”, e destacou a simplicidade da cruz peregrina e do ícone mariano “Salus Populi Romani que, mesmo assim, são observados por pessoas de todo o mundo.

Na igreja do Seminário de Vilar, o bispo do Porto também incentivou os jovens a não terem “medo de seguir a vida sacerdotal”.

“Há mais apreço pela figura do sacerdote do que no passado. Os cristãos que o são convictamente sabem que precisam da figura do padre”, disse D. Manuel Linda, informa o jornal diocesano.

Nos dias anteriores, entre 4 e 6 deste mês, os dois símbolos da Jornada Mundial da Juventude peregrinaram pelas vigararias de Vila Nova de Gaia “em clima de alegria”.

Segundo a ‘Voz Portucalense’, passaram por várias escolas e um colégio, quartéis de bombeiros, paróquias, as igrejas de Coimbrões, do Candal, da Afurada e de Santo Ovídio, pelo Seminário da Boa Nova, e realizaram uma vigília no areal do Senhor da Pedra.

No dia 1 de outubro, os dois símbolos da JMJ começaram a sua peregrinação na Diocese do Porto, após terem sido entregues pela Diocese de Vila Real desceram num barco rabelo o rio Douro, desde o Peso da Régua até ao cais da Ribeira; no próximo dia 30 vão ser entregues à Diocese de Setúbal.

A cruz peregrina e o ícone mariano “Salus Populi Romani” foram dados por João Paulo II aos jovens, o Papa que iniciou as Jornadas Mundiais da Juventude, respetivamente nos anos de 1984 e 2000.

CB

 

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