Comissão do Apostolado Social da Companhia de Jesus trabalha, através de diferentes respostas, com migrantes, refugiados, idosos, pessoas em situação de sem-abrigo e presos

Lisboa, 12 nov 2020 (Ecclesia) – A Comissão do Apostolado Social (CAS) da Companhia de Jesus afirmou, num vídeo disponibilizado no site dos Jesuítas, a sua “união a todos os pobres” e o compromisso “na luta pela transformação do mundo”.

“Procuremos no nosso dia-a-dia, dar um sentido especial à nossa vida, estendendo de diversas formas a mão aos mais pobres. Procuremos, num tempo em que a pandemia tem feito crescer situações de pobreza, fazer gestos de aproximação aos que mais sofrem, dando-lhes não só alimentos e roupa mas também a nossa atenção”, afirma o padre Fernando Ribeiro, jesuíta.

Desde 2017, a celebração do Dia Mundial dos Pobres, promovida pelo Papa Francisco, quer colocar a pessoa em situação de pobreza no centro do agir da Igreja; este ano a mensagem para a celebração, no dia 15 de novembro, está envolva no contexto da pandemia de Covid-19 e a mensagem convida a “estender a mão ao pobre”.

O religioso jesuíta recorda o convite feito pelo Papa de que, “estender a mão, é um sinal que apela imediatamente à proximidade, à solidariedade e ao amor”.

“O Papa Francisco, na sua mensagem para este dia, leva a descobrir, antes de tudo, a quem o faz, que dentro de nós existe a capacidade de realizar gestos que dão sentido à vida”, afirma o padre Fernando Ribeiro.

A Comissão do Apostolado Social, apresenta o jesuíta, congrega dez instituições, sete paróquias, 400 universitários e grupos de voluntariado ligados à companhia de Jesus, num trabalho que se estende a “migrantes, refugiados, idosos, pessoas em situação de sem-abrigo, presos”, também a ações no cuidado da casa comum, “com estudantes do ensino secundário e universitário”, em “campos de férias em Portugal, Angola, São Tomé e Moçambique”.

“Une-nos a espiritualidade inaciana, o modo de olhar a realidade social, chamados a olhar o mundo num reino de justiça e de paz”, sublinha.

O padre Fernando Ribeiro convida a estender a mão ao pobre, “com gestos concretos”, que “dizem «estou aqui», «não estás só», «ânimo»”.

“Estender a mão ao pobre é um convite à responsabilidade sob a forma de empenho direto, de quem se sente parte do mesmo destino”, finaliza.

LS

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