Responsáveis falam em reconhecimento do trabalho desenvolvido

Ponte de Lima, 06 abr 2021 (Ecclesia) – O Museu dos Terceiros, em Ponte de Lima, Diocese de Viana do Castelo, passa a integrar a Rede Portuguesa de Museus, após decisão do Ministério da Cultura publicada esta segunda-feira.

“É bastante importante, é o reconhecimento do trabalho que foi feito e que este museu cumpre as funções museológicas definidas, designadamente de investigação, de inventariação do acervo, de interpretação, de valorização”, disse hoje à Agência ECCLESIA o conservador José Dantas.

O responsável destacou os serviços educativos que são “bastante desenvolvidos com as crianças”, sobretudo das escolas do Concelho de Ponte de Lima, onde trabalham a “área projeto” com várias turmas do 1.º e 2.º ciclo do ensino básico.

O Museu dos Terceiros de Ponte de Lima está instalado no antigo Convento de Santo António dos Capuchos e no edifício da Ordem Terceira de São Francisco; Foi constituído na década de 70 do século XX, com a criação do Instituto Limiano – Museu dos Terceiros que assinou um protocolo com a autarquia local para “o restauro e gestão conjunta do espaço”, em 2002, e reabriu ao público em 2008.

O despacho n.º 3533/2021 publicado pelo Ministério da Cultura assinala que a credenciação e consequente integração do museu na Rede Portuguesa de Museus constituem “fatores de promoção do aceso à cultura e de enriquecimento do património cultural português”.

A decisão, refere José Dantas, permite a candidatura a projetos que “possam valorizar o museu” e que os funcionários tenham acesso a formações promovidas pela rede.

O Museu dos Terceiros reabriu hoje as portas ao público, depois de um segundo encerramento desde o final de 2020.

José Dantas recorda um “período bastante complicado”, principalmente no primeiro confinamento, quando encerram em março de 2020 e reabriram no Dia Internacional dos Museus, a 18 de maio.

Segundo o entrevistado, a instituição recebeu muitas pessoas, em julho e agosto, mas depois “voltou a cair significativamente” e contabiliza que não receberam “três mil” em 2020, dos “10 mil visitantes por ano”.

O conservador destaca que há um filme para interpretação da história do Museu dos Terceiros na exposição permanente, que só poucas pessoas conseguiram ver, e que pandemia obrigou a alterar o circuito dos visitantes, que começa pelo espaço das exposições temporárias.

“As nossas coleções de escultura são bastante valiosas, a grande mais-valia é a escultura e a talha e muito do património integrado que fazia parte do recheio destas duas casas”, concluiu José Dantas sobre “um património notável” que é também um instrumento para a divulgação da região de Ponte de Lima.

CB/OC

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