Padre Américo Aguiar, presidente daquele organismo, destaca mais um passo no objetivo de «devolver todo o edificado dos Clérigos à cidade e ao mundo»

Porto, 28 ago 2018 (Ecclesia) – O Museu da Irmandade dos Clérigos, no Porto, passou a integrar a Rede Portuguesa de Museus, através de uma decisão homologada hoje pelo Ministério da Cultura.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Irmandade dos Clérigos destaca o caráter “histórico” desta decisão, que irá contribuir para o trabalho que aquele organismo tem desenvolvido, no sentido de “promover a cultura, o património, a cidade do Porto e o país”.

Para o presidente da Irmandade dos Clérigos, padre Américo Aguiar, concretiza-se também “o compromisso assumido em 2011 de devolver todo o edificado dos Clérigos à cidade e ao mundo, bem como todo o seu património artístico”.

“Culto e Cultura, Tradição e Modernidade, Empreendedorismo e Solidariedade, tudo de mãos dadas. Sim, é possível!”, realça aquele responsável.

Aberto oficialmente há cerca de quatro anos, “o Museu da Irmandade dos Clérigos vê agora o seu trabalho reconhecido”, por intermédio “do despacho n.º 8325/2018”, do Ministério da Cultura, “que o credencia e integra na Rede Portuguesa de Museus”.

Uma decisão que a Irmandade acolhe “com grande alegria, mas também com elevado sentido de responsabilidade”.

“Este reconhecimento oficial é uma mais valia para esta instituição, que busca firmar a sua atuação no contexto museológico, e contribuir para a salvaguarda, divulgação e fruição do património cultural”, reforça aquele organismo.

O conjunto arquitetónico constituído pela Torre dos Clérigos, a igreja e a Casa da Irmandade, que agora está inserida no Museu, está classificado como monumento nacional desde 1910 e é considerado como um dos símbolos maiores da cidade do Porto.

A partir de um projeto de vários anos, foi possível “a musealização dos espaços da Casa da Irmandade”, o “edifício central que liga a igreja à Torre dos Clérigos e que esteve fechado ao público durante 250 anos”, recorda a mesma fonte.

Com a integração agora do Museu da Irmandade na Rede Portuguesa de Museus, vai ser possível mostrar ao público todo o “inventário de bens culturais existentes” naquele espaço, bem como promover à “conceção de exposições” e de outras iniciativas tendentes a aproximar ainda mais este património das pessoas.

Em destaque estará um acervo composto por coleções de arte sacra, cuja cronologia percorre um período de tempo compreendido entre os séculos XIII e XIX.

JCP

Partilhar:
Share