D. Manuel Clemente concedeu bênção extraordinária à cidade

Lisboa, 12 abr 2020 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa saudou hoje os gestos dos que nos, domínios da vida eclesial e pública, “respeitam e sustentam as vidas em todo o seu arco natural e face à pandemia” de Covid-19.

“A Páscoa de Cristo é uma realidade total e englobante, e experimenta-se na caridade praticada”, declarou D. Manuel Clemente, na homilia da Missa de Páscoa a que presidiu na catedral diocesana, com transmissão televisiva e online.

O responsável católico destacou a dinâmica de solidariedade que “preenche” vazios de solidão, de doença, de preocupações com o futuro, neste momento de crise.

Para o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, há “múltiplos sinais” da luz de Cristo, “espelhado nos olhos de quem crê”.

“A Páscoa acontece no que faz e os primeiros que o souberam não pararam”, realçou.

No início da Missa, o cardeal-patriarca tinha deixado “votos redobrados de boa Páscoa”, numa altura em que ela é mais necessária, destacando a presença de Jesus ressuscitado em “gestos de solidariedade que se desdobram”, por estes dias.

Numa catedral sem assembleia, por razões de saúde pública, mas “repleta” da presença de Cristo, D. Manuel Clemente sustentou que “os inúmeros vazios deste mundo são preenchidos pelo ressuscitado”.

No final da Missa da Páscoa, o cardeal-patriarca deu, “de forma extraordinária”, a bênção com o Santíssimo Sacramento, ao som dos sinos, “sobre a cidade, sobre a diocese e sobre todos quantos, privados da participação física da celebração nas suas comunidades, acompanham transmissão televisiva, concedendo a indulgência plenária, segundo as condições estabelecidas pela Santa Sé”.

Antes de concluir a celebração, o presidente da CEP agradeceu a “tanta generosidade” que acontece no campo da saúde, dos trabalhos que sustentam a vida coletiva, das famílias, as vizinhanças.

“Tudo isso é sinal de ressurreição”, disse.

OC

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