Páscoa: Anúncio da ressurreição chegou para os que vivem «cheios de medo hoje», assinala bispo de Aveiro

D. António Moiteiro convida a construir um mundo «onde a comunhão seja o sinal da nova humanidade»

 

Foto: Diocese de Aveiro

Aveiro, 04 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro atualizou o anúncio do anjo ‘Não tenhais medo! Não está aqui. Ressuscitou!’ para todos que vivem hoje “cheios de medo” das “guerras”, do “poder da força e do ódio”, doenças e solidão, na Sé.

“Que belo anúncio também para nós que vivemos cheios de medo nos dias de hoje: as guerras que não terminam; o poder da força e do ódio que parecem intensificar-se cada vez mais no nosso mundo; a loucura de alguns governantes que iniciam guerras onde os refugiados se contam por milhões”, disse D. António Moiteiro, na homilia da Vigília Pascal, enviada à Agência ECCLESIA.

O bispo de Aveiro alertou ainda para “o poder do lucro de alguns que tornam a sociedade injusta e desigual”, as doenças e as várias escravidões “que perseguem”, e a “solidão de tantos que não vivem a alegria da Páscoa”.

“Para todos ressoam as palavras do anjo: ‘Não tenhais medo! Não está aqui. Ressuscitou!’; na ressurreição de Jesus alicerça-se a nossa esperança e a nossa confiança de que o poder de Deus Pai e a força do seu Espírito quebraram no seu Filho Unigénito as cadeias da morte e o poder do mal.”

Na Sé de Aveiro, o bispo diocesano indicou que nesta noite santa também são convidados a “renovar o compromisso” de serem testemunhas de Jesus ressuscitado, essa é a alegria da Páscoa, “não a alegria das coisas passageiras”, nem a alegria dos êxitos que passam “como a espuma das ondas do mar ou da fama”, ou mesmo a “alegria oca” dos triunfos humanos.

D. António Moiteiro explicou que o batismo, recebido em nome de Jesus, sepulta-os “com Cristo na sua morte e ressuscita para a vida nova”, e que morrer para o pecado significa “tudo o que destrói a vida”, tudo o que escraviza em tantas situações nas quais passam a ser outros, “o que ameaça a liberdade”.

“O que nos põe uns contra os outros, o que apaga em nós sermos imagem amorosa do nosso Criador”, indicou ainda.

O bispo de Aveiro afirmou que esta é a Páscoa que querem celebrar, “ressuscitados para Deus em Cristo Jesus”, para o colocarem no centro e “contagiar os outros com a luz da sua Verdade”, para construírem “um mundo onde a comunhão seja o sinal da nova humanidade”.

A Igreja Católica celebrou nas últimas horas de sábado e nas primeiras deste Domingo de Páscoa o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, a Vigília Pascal, assinalando a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.

Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.

CB

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