Papa quer alargar rede de relações diplomáticas do Vaticano

O Papa Bento XVI apelou hoje aos países que não têm relações diplomáticas estabelecidas com a Santa Sé para que dêem passos nesse sentido. Os casos mais delicados são os da China, do Vietname e da Arábia Saudita. “Penso nas Nações com as quais a Santa Sé não dispõe ainda de relações diplomáticas”, disse o Papa na sua primeira audiência aos embaixadores acreditados junto da Santa Sé. Bento XVI lembrou que muitos desses países se fizeram representar por ocasião da morte de João Paulo II e da eleição do novo chefe da Igreja. “Tendo apreciado esses gestos, desejo hoje exprimir-lhes a minha gratidão e dirigir uma saudação deferente às autoridades civis desses países, formulando o voto de os ver, o mais rapidamente possível, representados junto da Sé Apostólica”, acrescentou. Durante o pontificado de João Paulo II, a Igreja Católica privilegiou uma abertura diplomática a todos os povos e durante esses 26 anos e meio quase duplicou o número de países com os quais a Santa Sé mantém normais relações diplomáticas ao nível de Nunciatura Apostólica: dos 92, no início do pontificado (incluindo a Ordem Soberana de Malta, que tem a sua sede em Roma), passou para 176 (174 Estados, a União Europeia e a Ordem de Malta); além disso há duas Missões de carácter especial: a Rússia e a Autoridade Palestiniana.

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