Irmã Joana Barbado, das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, apresenta espaço que recebe grupos para rezar, descansar ou realizar retiros
Palmela, 25 ago 2026 (Ecclesia) – A Casa de Oração de Santa Rafaela Maria, em Palmela, inserida na Diocese de Setúbal, está hoje no centro do programa Ecclesia, assumindo-se como um lugar que providencia o silêncio, a reparação e o encontro com Jesus.
“É uma casa de retiros, portanto acolhe pessoas que queiram vir até cá para rezar, para descansar, sair um bocadinho destes ritmos agitados que temos hoje em dia”, afirmou a irmã Joana Barbado, das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.
Por se situar num “lugar mais isolado”, a religiosa destaca que este Centro de Espiritualidade “permite que as pessoas possam ter um tempo de silêncio”, salientando que o espaço à volta, nomeadamente o jardim, também ajuda a orar, “parar e sossegar por dentro”.
“E dentro da casa temos vários espaços, várias capelas maiores, mais pequenas, que também permitem que a pessoa possa rezar, encontrar-se com Jesus”, indica.
Com presença religiosa desde 1984, a Casa de Oração de Santa Rafaela Maria é da responsabilidade da congregação das Escravas do Sagrado Coração de Maria, sendo atualmente habitada por sete irmãs.
Hoje, este Centro de Espiritualidade é procurado por movimentos e “diferentes grupos” para realizarem as suas próprias atividades, num espaço que também possibilita a realização de retiros individuais.
A irmã Joana Barbado considera que há um “perfil comum” de pessoas que buscam por lugares como a Casa de Oração de Santa Rafaela Maria, unidas pela procura de se encontrarem consigo próprias, com Deus e com os outros, bem como para se reconciliarem com situações com que se confrontam na vida.
“Sobretudo um perfil de quem procura, de quem tem muita sede. Eu acho que temos notado isto com alguma frequência, digamos, nos dias de hoje, de quem vem a precisar”, referiu.
“Também encontramos muitas pessoas para quem esta casa tem sido lugar de reparação”, explica a religiosa, falando em situações de rutura.
“Tem muito a ver com o nosso carisma e é isso que queremos também oferecer, que as pessoas possam vir e ser reparadas em relação com Jesus”, acrescentou.

A entrevistada conta que, por vezes, o desejo de encontrar silêncio proporciona a consciência de não saber lidar com ele: “Há estes dois tipos de reações, que é um desejo muito grande, realmente desligar o telefone e que vai ser bom ou por outro lado um desejo também de querer mas não saber bem como, mas acho que também se aprende a ir desligando”.
As capelas são a centralidade na Casa de Oração de Santa Rafaela Maria, explica a irmã Joana Barbado, sendo que a maior delas todas tem o Santíssimo exposto; as restantes estão sempre abertas para que “as pessoas possam ir” e “estar o tempo que quiserem”.
Relativamente ao acolhimento, o espaço é constituído por temos 41 quartos duplos e um quarto individual na Casa Grande.
“Depois temos outras duas casas aqui também, na Quinta, em que as pessoas podem estar também de modo mais independente”, informa a irmã, usadas sobretudo por grupos de jovens, entre eles escuteiros; uma tem capacidade para receber 14 visitantes e outra quatro.
Sendo uma Casa da Escravas do Sagrado Coração de Maria, o carisma da fundadora ali está presente, sendo vivido sobretudo na celebração e adoração da Eucaristia.
“Uma das formas explícita é ter o Santíssimo exposto, para que as pessoas possam ir adorá-lo e encontrar-se com ele. Este foi um grande desejo na vida de Santa Rafaela, que o Santíssimo estivesse exposto para todos os povos”, lembrou.
| Em entrevista ao programa Ecclesia, a irmã Joana Barbado, contou a forma como descobriu a sua vocação, referindo que, por morar em Portalegre, estava longe da presença das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, que hoje têm presença em Lisboa, Porto e Setúbal.
“Por isso o conhecimento não foi desde pequena. Foi quando cresci, fui para Coimbra estudar. E lá conheci o Centro Universitário dos Jesuítas, o CUMN. E comecei a perceber que havia uma linguagem que era a inaciana, com a qual eu me identificava, nisto também de andar aqui um bocadinho à procura do meu lugar”, salienta. A religiosa conta que, um dia, um jesuíta sugere-lhe conhecer a congregação, quando já andava a pensar a questão vocacional, tendo passado a Páscoa na Casa da Escravas do Sagrado Coração de Maria, em Palmela, assumindo, por isso, que esta tem um lugar “muito importante” na sua vida e na história da sua vocação. Hoje, as Escravas do Sagrado Coração de Jesus estão presentes em 24 países, nos quatro continentes. A Província Europa Atlântica, à qual pertencem Portugal, Irlanda, França e Inglaterra, nasceu a 1 de janeiro de 2014. |
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