Fátima Pinto manifestou alegria pelo chumbo no Parlamento da legislação e aponta a reformas que qualifiquem o trabalhador

Lisboa, 19 jun 2026 (Ecclesia) – A coordenadora da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) assistiu “com alegria” ao resultado da votação da Lei Laboral, que ditou o chumbo da proposta do Governo, e afirmou que é necessário governar com os trabalhadores.
“É importante que o Governo perceba uma coisa: não pode governar contra os trabalhadores. Que perceba que esta classe social, podendo ser pobre, tem poder, porque são muitos… Somos nós que fazemos andar este país, não são só os empresários, somos nós”, afirmou Fátima Pinto.
“Nós também lá estamos e cumprimos o nosso papel. E votamos, somos muitos a votar. Se nós não votarmos num partido, ele nunca chegará ao poder”, sublinhou.
A Assembleia da República votou, ao fim da manhã de hoje, a proposta de lei do Governo para laboral em Portugal, que foi chumbada na generalidade com os votos do PS, Livre, PCP, BE, PAN, JPP e Chega, tendo os votos favoráveis apenas do PSD, CDS-PP e da IL.
Para a coordenadora da LOC/MTC, o Governo fez “pequeníssimas alterações” à proposta de legislação laboral, conhecida como “Trabalho XXI” e apresentada em meados de 2025 e negociada há quase um ano, e “não quis negociar de facto”.
“Negociar significa ouvir os outros, alterar as propostas que estamos a fazer, segundo as propostas dos outros também. Não é fazer passar a nossa ideia primária. E eles, de facto, não sabem negociar”, afirmou Fátima Pinto, acrescentando que, no Parlamento, “não resultou”.
Afirmando que é necessário reformar, a coordenadora nacional da LOC/MTC indica que é preciso “preparar os trabalhadores para responderem à inteligência artificial”, investir na formação, dar-lhes “condições para poderem aceder a mais conhecimento tecnológico”.
“Nada disto estava contemplado”, sublinhou, reafirmando a urgência da dignidade de cada pessoa no trabalho.
Fátima Pinto disse que tinha “alguma expectativa”, “tinha esperança” no chumbo do Pacote laboral, mas “certezas não tinha”.
“Só pude reagir com um grande ‘bravo, conseguimos’”, concluiu.
PR
