Encontro Nacional de Postulantes da CNIR/FNIRF Os que decidiram entrar na vida religiosa têm uma primeira fase de conhecimento de cada instituto mas já estão envolvidos numa comunidade concreta. “Uma espécie de noivado” – disse à Agência ECCLESIA Carlos Carneiro, orientador do Encontro Nacional de Postulantes da CNIR/FNIRF, realizado dia 12 a 14 de Dezembro, em Fátima. Um percurso para “perceber a comunidade e o instituto que escolheram” tendo complementos de formação que os ajudam a uma integração progressiva” – realçou. Uma fase que tem o seu seguimento no noviciado, “opção feita com enorme liberdade e responsabilidade”. Se este caminho fosse “feito de forma precipitada descobriria que fez uma escolha errada” – salientou Carlos Carneiro. Para este sacerdote jesuíta, a entrada no noviciado tem contornos diferentes do passado porque não “é um sonho ou um risco” mas um “processo de ponderação”. Um encontro, congregou cerca de 70 postulantes de várias ordens religiosos, que pretendeu avaliar dois pontos essenciais: “autoestima e a vocação”. Duas realidades distintas mas que se interligam: “com a autoestima aprende-se a viver consigo e o campo vocacional é uma forma de realização pessoal”. Uma procura de “sintonia” que conduz a uma “caminho de felicidade”. Caminho este – segundo o Pe. Carlos Carneiro – que não é uma “utopia, um desejo ou sonho” mas “a partir de uma história concreta”. Numa sociedade onde o hedonismo e o consumismo ganham cada vez mais força, o orientador desta iniciativa relata que a “a Igreja precisa dos consagrados e os consagrados só se entendem dentro da Igreja”. Nesta “vida simples”, os religiosos só pretendem deixar claro “que o único absoluto é Deus” e procuram mostrá-lo de “muitas maneiras”. Os últimos tempos mostram que a vida religiosa vive num processo de reformulação no “sentido de encontrar linguagens e formas comunitárias” actuais. Um dinamismo saudável, onde os religiosos “puxam pela Igreja e a Igreja puxa pelos religiosos” – conclui o Pe. Carlos Carneiro
