«No palco não há tempo: estamos ali e o tempo para»;
«A arte é um santuário de liberdade e união que é extraordinário»;
«Retraímos muito a dúvida. Não damos espaço à dúvida, a pensar sobre ela e a catalisá-la, a fazer da dúvida motor para outras coisas»;
«Gostava de saber o que vai nas mãos dos maestros e gostava de perceber um pouco mais, como se molda a música e o que pode um maestro fazer com uma partitura. O maestro Riccardo Muti, de ‘La Scala de Milão’, dizia que compreender a partitura é falar com Deus, é chegar ao outro lado, é chegar a um lugar inalcançável. É uma busca incessante mas que somos levamos a fazer».

Quem assim fala connosco é Sebastião Castanheira Martins, médico interno de Psiquiatria, que, depois de duas missões em campos de refugiados, quis contar em Portugal o que lá encontrou. Mas achou que a melhor forma seria juntar cidadãos refugiados em Portugal e deixá-los contar os seus sonhos. Assim nasceu «Une histoire bizarre», que no dia 23 de abril sobe ao placo no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra.
Mas nem só de medicina sabe um médico: Sebastião Castanheira Martins fala também de música clássica, dos sons de José Maria Branco e do poder que a dúvida tem na vida.

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