Realçou D. Teodoro de Faria, bispo de Funchal Ao analisar a situação da sociedade moderna, após os atentados de Madrid, na quinta-feira passada, para os quais diz “não haver justificação possível, pois serão repudiados pelo mesmo direito natural, imanente ao mais profundo do ser humano”, D. Teodoro de Faria considera que cada vez mais “o homem tem medo de si mesmo, e manifesta uma sede de valores espirituais, unicamente saciáveis na mesma infinidade do próprio Deus”. Nunca teve a humanidade tanta ciência ao seu dispor, jamais utilizou métodos tecnológicos mais avançados para o seu desenvolvimento, para a sua qualidade de vida, mas escapa-se-lhe aquilo que de “mais precioso carece para viver: o ambiente de paz, de tranquilidade, de sossego, de segurança, que lhe dê a certeza de chegar ao trabalho e regressar a casa, de desfrutar de espectáculos públicos, de estar e viver em família, de saber onde está e quem faz a guerra”. Para o bispo do Funchal, nada pior do que a dúvida, porque depois de Madrid se anunciam outras barbáries, que podem ser “em Itália, em Portugal, por ocasião do Euro 2004, ou em qualquer outra parte do mundo”. Seria bom que o homem meditasse “profundamente nestas catástrofes, mesmo aquelas que são provocadas por causas naturais, para concluir que há uma força fora dele e por cima dele, que ele não pode dominar”. D. Teodoro de Faria expressou estes sentimentos, ontem durante a visita Pastoral à paróquia de São Martinho, primeiro durante a homilia e logo ao finalizar a reunião com os movimentos de evangelização, com os quais foi analisada a nova situação da comunidade paroquial que, de rural se vem transformando numa estância turística e hoteleira.

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