Patrícia Correia, da Diocese de Setúbal, fala das oportunidades da pandemia e das saudades do campo nas atividades escutistas

Setúbal, 11 jan 2021 (Ecclesia) – Patrícia Correia, escuteira na Diocese de Setúbal, considera que 2020 não é um ano para esquecer porque “no meio da escuridão há sempre alguma luz”.

Membro do Executivo Regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), Patrícia Correia manifesta grande esperança para o ano que está a começar e faz votos que seja “um período enriquecedor e que traga coisas novas e desafiantes”

“No meio da escuridão há sempre alguma luz” refere, considerando que o ano não foi o que dele se esperava, mas, com a pandemia, o confinamento, trouxe algum “tempo disponível”.

Patrícia Correia sublinha que o tempo disponível foi importante “para quem o soube aproveitar para aprender coisas novas”, o enriquecimento pessoal e a proximidade  em relação ao “núcleo de relação” em cada família.

Patrícia Correia é a Secretária Pedagógica da IV Secção, ou seja, nos escuteiros da Região de Setúbal é a responsável pelo grupo dos Caminheiros, jovens entre os 18 e os 22 anos, que considera um grupo desafiante.

“É uma idade em que os jovens têm muito a crescer e a aprender e é uma fase da vida em que podemos dar tudo aos outros e a quem precisa de nós”, sublinha.

Para pôr tudo isto em prática, está à porta a atividade “São Paulo”, uma iniciativa que anualmente, para além de assinalar a data litúrgica do Apóstolo, aprofunda também esta figura central da Igreja que é patrono da IV Secção.

A atividade “São Paulo” tem a característica de projetar os jovens para a comunidade, mostrando que o serviço é a “divisa” dos Caminheiro.

“Queremos que os jovens saiam e se ponham ao serviço da comunidade e daqueles que realmente precisam”, diz Patrícia Correia.

A responsável pedagógica dos Caminheiros da Região de Setúbal é clara ao considerar que o serviço e a atenção ao próximo é um cuidado que deve estar presente não apenas nos jovens mas em qualquer geração.

“Costumo dizer que há mais umbigos para além do meu. Se só me preocupo comigo é uma satisfação apenas pessoal e momentânea. Basta um sorriso ou uma mão estendida e é o suficiente para fazermos a diferença na vida de outras pessoas”, afirma Patrícia.

Os Caminheiros têm como ideal de vida uma configuração com Cristo, o Homem Novo, e cada jovem é desafiado a um processo de renovação pessoal para assumir uma atitude nova perante a vida.

“Cada vez somos mais bombardeados com distrações e com o que nos tira do essencial e ser Homem Novo é algo cada vez mais difícil: implica dizer não ao que apetece para fazer o que não queríamos tanto, mas que sabemos que vai ter mais proveito para os outros”, salienta Patrícia Correia.

Patrícia Correia entrou nos escuteiros porque os primos, ao sábado, iam para os escuteiros e deixava de ter com quem brincar, decidindo entrar também no CNE e lá continua agora como dirigente para “dar agora aos outros” algo que recebeu e que que define como “essencial” na sua vida.

“Isto que é tão bom e que passa pela vida no campo, largar computadores e telemóveis e conversar à noite em volta de uma fogueira e viver aquele bocadinho que nos dá um calor tão especial”, reconhece a secretária regional pedagógica da IV Secção na Região de Setúbal.

Para 2021, Patrícia Correia confessa a “grande vontade de voltar ao campo” e tem um plano bem definido: peregrinar Santiago de Compostela, no ano Jacobeu.

A conversa com Patrícia Correia integra na iniciativa da Agência ECCLESIA que, no início do novo ano, tem escutado os jovens com os seus propósitos e objetivos para 2021.

‘Novas conversas na Ecclesia’ é uma rubrica que pode acompanhar de segunda a sexta-feira, no sítio online da Agência ECCLESIA e na sua página na rede social Facebook.

HM/PR

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