Nigéria: Ataques armados durante o período da Páscoa matam mais de 20 pessoas

Vuilência atingiu très comunidades

Foto: Fundação AIS (imagem de arquivo)

Abuja, 07 abr 2026 (Ecclesia) – A vaga de violência armada no norte da Nigéria provocou pelo menos 26 mortos durante as celebrações da Páscoa, noticiou hoje o portal ‘Vatican News’.

A imprensa internacional, através das agências Associated Press, Efe e AFP, indicou a ocorrência de três ataques distintos que mobilizaram as forças de segurança nigerianas.

A comunidade de Mbalom, na região de Gwer West, no estado de Benue (centro-norte), foi alvo de uma investida no sábado que resultou em 17 vítimas mortais, número avançado pelos habitantes locais após o governador Hyacinth Alia ter confirmado o ataque sem detalhar o balanço.

“Ataques como esses fazem parte de um longo ciclo de violência no centro-norte da Nigéria, onde disputas por terras e pastagens entre pastores fulani, em sua maioria muçulmanos, e comunidades agrícolas predominantemente cristãs, frequentemente resultam em confrontos mortais”, explica o portal de informação da Santa Sé.

O nordeste do país africano foi também atingido no sábado, quando um tiroteio prolongado num quartel-general da polícia do estado de Borno vitimou quatro agentes das forças de autoridade, num ataque reivindicado por um grupo afiliado ao autodenominado Estado Islâmico (EI), adiantou o porta-voz policial local, Kenneth Daso.

No Domingo de Páscoa, homens armados invadiram a aldeia de Ariko, no estado de Kaduna, a cerca de 100 quilómetros da capital Abuja, vitimando mortalmente cinco pessoas que participavam na Eucaristia dominical.

O desfecho desta ofensiva originou versões contraditórias entre as autoridades e as associações da sociedade civil quanto ao destino dos fiéis raptados em duas igrejas locais (uma católica e uma evangélica).

“As forças militares nacionais também informaram ter libertado 31 fiéis que haviam sido sequestrados durante as missas de Páscoa na mesma aldeia de Ariko”, assinala o ‘Vatican News’.

A associação comunitária de desenvolvimento “Kuturmi Unity” desmentiu publicamente a intervenção bem-sucedida do exército através da rede social X, assegurando que os civis mantêm a condição de reféns nas mãos dos grupos armados.

OC

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