Lisboa, 30 dez 2011 (Ecclesia) – A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) manifestou esta quinta-feira, em comunicado, a sua preocupação com a “adoção de medidas antinatalistas” no país, pedindo ao Governo que “desenvolva políticas que combatam a acentuada queda da natalidade”.

“Portugal só será um país rico e recuperado da crise se tiver gente e para haver gente temos que salvaguardar as famílias que desejam ter filhos”, refere a APFN.

A associação pede ainda ao Governo que considere o rendimento ‘per capita’ para “a definição de todos os escalões de rendimento, à semelhança do adotado para a atribuição das bolsas de estudo”.

“A adoção desta medida, da maior justiça, terá um ínfimo impacto nos diversos orçamentos estatais uma vez que, como já se sabe do Censos de 2011, são cada vez em menor número o número de famílias com dois ou mais filhos, sendo residual as que têm quatro ou mais, razão pela qual o País está a caminho do colapso”, assinala o comunicado.

A edição de hoje do Diário de Notícias’ revelava que o ano de 2011 foi o pior de sempre em Portugal no que toca ao número de nascimentos, apontando para um total de 97 112 crianças, menos 4269 do que em 2009.

Os números avançados pelo jornal têm por base o número dos ‘testes do pezinho’, que abrange todos os bebés nascidos no país.

RR/OC

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