Bento XVI recebeu 50 mil jovens da Acção Católica italiana

Bento XVI propôs aos jovens italianos para não terem medo de um “amor autêntico”. O Papa falava para os cerca de 50 mil jovens e crianças da Acção Católica italiana que se juntaram esta manhã na Praça de São Pedro para um encontro nacional.

“Há muitos amores propostos pelos media ou pela Internet que não são amor mas egoísmo. Dão a ilusão de um momento, mas não a felicidade, nem o amor que tem como expressão máxima em Jesus e no Espírito Santo, o poder e o fogo que queima a vida, os pensamentos e afectos”.

Foi em resposta a três perguntas, feitas por dois jovens e um educador da AC que Bento XVI indicou a proposta educativa deste movimento como uma “estrada de amor autêntico”.

“Também a acção católica ensina a caminhar na estrada do amor autêntico, através da participação na vida da Igreja, da vossa comunidade cristã, no contacto com amigos do grupo da ACR, mas também na escola e em outros ambientes”.

“Queiram como Jesus ser protagonistas da vossa vida e da Igreja, testemunhos da fé junto dos vossos amigos”, pediu o Papa aos 50 mil jovens presentes no Vaticano.

Aos educadores presentes, Bento XVI recordou a necessidade de ter alegria no coração e ter sempre em mente a meta “alta” que é Jesus. “É uma tarefa exigente que pede um contacto diário com Jesus”, referiu, desafiando ainda os educadores a sentirem a “urgência da educação das gerações jovens a todos os níveis: com a família, com a escola, no tempo livre”.

“Tenham a coragem e a audácia de não deixar nenhum ambiente privado de Jesus. Levem, com a vossa ternura, aos mais necessitados e abandonados e cumpram a vossa missão de educadores”, apelou o Papa.

Momentos antes do encontro com Bento XVI, o Presidente da Conferência Episcopal de Itália, o cardeal Angelo Bagnasco tinha desafiado os jovens a “amar a Igreja”.

“Não tenham medo, não sejam tímidos no testemunho do Senhor, no amor à Igreja e ao Papa, nos vossos ambientes: da família à escola, no desporto, no tempo livre”.

O Presidente da CEI assegurou a confiança dos bispos na Acção Católica, movimento que tem “as suas raízes nas paróquias para um futuro promissor e alegre”.

 

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