Padre Guilherme dá vida ao projeto «Ar de Rock Laúndos», que regressa a 12 de julho para a sua 13ª temporada

Lisboa, 05 jul 2019 (Ecclesia) – O padre Guilherme é pároco e DJ, uma dupla missão unida pela “alma” e pela necessidade de ter “algo a transmitir”, ao serviço da comunidade.

“Tudo anda à volta da alma: se o DJ passar música para os outros e não passar música para ele, também desvirtua… ele tem de ser a primeira pessoa a ter gosto naquilo que está a fazer”, refere o sacerdote, em entrevista à Agência ECCLESIA.

O padre da Arquidiocese de Braga é um dos animadores do projeto ‘Ar de Rock de Laúndos’, que regressa a 12 de julho para a sua 13ª temporada.

“Mais do que a técnica, é preciso encontrar, de facto, o caminho que se quer seguir, porque há muitos estilos de música”, assinala o sacerdote.

Tudo começou a 3 de março de 2006 com a cedência de um espaço pela Confraria de S. Félix à Paróquia de Laúndos, no Arciprestado de Vila do Conde/Póvoa de Varzim, que foi valorizado, através da música, com a ajuda de catequistas e outros responsáveis, “com a paróquia e para a paróquia”.

“A música foi sempre o que puxou, até porque não há muitos sítios que consigam, através da música, juntar várias gerações”, relata o padre Guilherme.

O projeto procura que todos se sintam em casa e possam conviver, em eventos paroquiais.

O objetivo é que as pessoas deixem o local “felizes”.

“É uma espécie de viagem, que vamos fazendo, ao longo da noite”, assinala o sacerdote e DJ.

Uma equipa de adultos, orientada pelo Conselho Económico e Paroquial, e uma equipa de jovens trabalham voluntariamente, com o padre Guilherme e o Renato Neiva aos comandos da mesa de mistura.

“Quando posso, é música eletrónica, 100%, é isso que eu gosto; quando estou no Ar de Rock, tenho de olhar muito para o espaço e para quem está à minha frente, porque o público vai de criança, em carrinhos de bebé, até pessoas com 90 anos de idade”, explica DJ padre Guilherme.

Como padre, o responsável assume que tem uma “capacidade de leitura do público”, por causa do “treino das homilias”.

“Na música é exatamente igual: é a capacidade de estar a olhar, olhos nos olhos, e ver que se as pessoas já não estão a seguir a onda, é preciso injetar alguma coisa que as desperte”, explica.

O verão é também tempo de regresso dos emigrantes, que faz também do ‘Ar de Rock’ um ponto de encontro para todos, criando “um ambiente de comunidade e família”.

PR/SN/OC

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