Responsáveis usaram confinamento para reformular espaço e qualificar acolhimento a quem procura um dos monumentos de referência do Porto

Porto, 16 abr 2021 (Ecclesia) – A Torre dos Clérigos, no Porto, reabriu portas aos visitantes com acesso renovado, após o encerramento forçado pela pandemia, reforçando a segurança e preservando os degraus em granito.

“O projeto do arquiteto João Carlos, que está a ser concretizado, permite que o visitante faça o percurso pela torre sem deixar de observar as escadas antigas” salienta o padre Manuel Fernando, presidente da Irmandade dos Clérigos, em declarações à Agência ECCLESIA.

Desde primeira fase de desconfinamento, a 5 de abril, o itinerário resume-se à igreja e ao património que ali se pode observar, mas o monumento reserva surpresas para maior, quando será possível o acesso à torre através de uma nova escadaria em ferro que está em fase de conclusão.

Trata-se de um projeto de engenharia que alia a precisão da estrutura ao conforto da subida e a uma maior segurança para quem visita o espaço.

O confinamento sentiu-se particularmente num ex-libris da cidade do Porto, onde o número de turistas chegava a ultrapassar as 100 mil pessoas, por mês.

Este domingo, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, os Clérigos organizam três visitas que carecem de inscrição prévia no Facebook da instituição, com acesso ao espaço da igreja, ao salão nobre, coro alto e às peças da coleção ‘Christus’.

António Tavares, diretor-executivo da Torre dos Clérigos, reconhece que, perante os« constrangimentos dos últimos meses, a plataforma digital tem sido “uma porta aberta” para que se faça uma visita ao espaço.

“Apostamos no digital, mas nestes tempos de desconfinamento queremos reaproximar as pessoas dos Clérigos, porque os quadros e as peças, têm que ser vistas têm que ser sentidas e experienciadas” considera António Tavares.

A internet permitiu manter os concertos de órgão, em cada quarta-feira, com transmissão na rede social Facebook, onde também se pode assistir à rubrica ‘Passo a Passo’, um projeto de conteúdo multimédia para promover um conhecimento mais aprofundado em torno do monumento e da cidade.

A paragem provocada pela pandemia foi aproveitada para dar formação aos colaboradores que fazem o acolhimento dos visitantes.

“É um trabalho que não se vê, mas que é de grande importância”, sublinha o padre Manuel Fernando.

O presidente da Irmandade dos Clérigos considera que os turistas que vão chegar serão diferentes, no futuro próximo, “mais exigentes, mais atentos à segurança, à qualidade da oferta que nós teremos para lhes dar”.

As imagens da cidade sem gente nas suas ruas inspira a próxima exposição fotográfica de Clara Ramalhão sobre o ‘Porto só’.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios vai estar em destaque na emissão deste domingo do programa ‘70×7’, pelas 07h30, na RTP2.

Esta celebração do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS), aprovada pela UNESCO em 1983,visa “sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização”.

Em 2021, o tema proposto pelo ICOMOS Internacional é ‘Passados Complexos: Futuros Diversos’.

HM/OC

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