Bispo de Nacala revela ataque brutal à missão católica em Chipene

Lisboa, 07 out 2022 (Ecclesia) – O Bispo de Nacala (Moçambique) revelou, numa conferência promovida pela Fundação AIS Internacional, que três cristãos foram “decapitados por terroristas, um dia após o ataque brutal à missão católica em Chipene”.

“Os terroristas estavam vestidos com uniformes militares e reuniram a população como se fosse um comício popular. A população apareceu, o motivo era salvá-los dos terroristas. Quando começou o comício, os terroristas perguntaram logo quem eram os cristãos e quem eram os muçulmanos. E aos que se identificaram como sendo cristãos ataram-lhes as mãos atrás das costas. E naquele momento, começaram a degolá-los… Um, dois, três…”. Foi assim que D. Alberto Vera descreveu este ataque, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA

Um dos cristãos da aldeia, que logrou escapar, é que contou a história e segundo D. Alberto Vera, tudo isto ocorreu nas horas seguintes após o ataque à missão em Chipene.

“Houve um total de 11 pessoas mortas”, esclareceu ainda o Bispo de Nacala, acrescentando que os terroristas “deixaram um rasto de destruição e muito medo”.

“Só numa das aldeias por onde passaram, os terroristas queimaram 189 casas e a escola e também a capela católica.”

Sobre o ataque brutal à missão de Chipene, em que foi assassinada a tiro a religiosa italiana Maria de Coppi, de 83 anos de idade, e mais duas pessoas, D. Alberto lembrou o perfil generoso da irmã, que dedicou praticamente seis décadas da sua vida ao povo moçambicano.

“Eu conhecia-a e posso dizer que ela era a imagem de uma mãe, de uma santa. Ela estava realmente a ajudar toda a gente, com amor simples e humilde”, afirmou, acrescentando que se vai abrir “um processo” de forma a se apurar se este é um caso de martírio, como, por exemplo, D. António Juliasse, Bispo de Pemba, já admitiu, também em declarações à Fundação AIS.

LFS

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