Foto: Fundação AIS

Lisboa, 10 jan 2021 (Ecclesia) – O padre Eduardo Roca de Oliveira, responsável pelo diálogo inter-religioso da Diocese de Pemba, em Moçambique, destacou a importância da declaração conjunta que cristãos e muçulmanos publicaram contra a violência.

“É o primeiro pronunciamento conjunto pelo menos nestes últimos dez anos”, e isso tem “um valor essencial, um valor fundamental”, assinala o sacerdote, em declarações divulgadas pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

O responsável destaca que o documento é fruto “de uma reflexão, de uma meditação e de um diálogo partilhado entre as religiões e as organizações religiosas presentes em Cabo Delgado”.

Líderes muçulmanos assinaram, juntamente com D. António Juliasse, administrador Apostólico de Pemba, a Declaração Inter-religiosa pela paz em Cabo Delgado, a 3 de janeiro.

O padre Eduardo Roca de Oliveira sublinha que os próprios muçulmanos foram “vítimas de violência”, fazendo parte dos mais de 850 mil deslocados que os ataques terroristas já provocaram nesta província situada a norte de Moçambique.

Oc missionário espanhol, que trabalha em Mahate, uma zona pobre da cidade de Pemba, sustenta que esta declaração permite mostrar o real papel das religiões, “que é o de criar concórdia, reconciliação, e possibilitar caminhos de felicidade para a sociedade”, condenando “qualquer manipulação, abuso e instrumentalização”.

Cabo Delgado é palco, há mais de quatro anos, de ataques de rebeldes armados, alguns dos quais associados ao autointitulado ‘Estado Islâmico’.

O conflito já provocou mais de 3100 mortes.

LFS/OC

 

Moçambique: Líderes religiosos de Pemba denunciam crise causada pela violência terrorista

 

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