«Educação, saúde e pastoral» foram setores de ação da juventude ligada aos Missionários Espiritanos

Lisboa, 06 set 2016 (Ecclesia) – Os Jovens Sem Fronteiras (JSF), movimento ligado à Congregação dos Missionários do Espirito Santo (Espiritanos), realizaram em Angola o projeto missionário internacional ‘Ponte’ em Kalandula-Malange, com ações em áreas como educação, saúde e pastoral.

“Organizamos diversas atividades para crianças e jovens: Atividades de tempos livres; sessões de formação e explicações em diversas áreas, montagem de uma sala de informática, organização da biblioteca e outras áreas da escola”, explica o padre Espiritano Victor Silva.

Numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, o sacerdote contextualiza que durante as quatro semanas vividas na missão de Kalandula, na província de Malange, no norte de Angola os JSF procuraram inserir-se na comunidade e “colaborar em diferentes áreas como a educação, saúde e pastoral”.

Os dez Jovens Sem Fronteiras, com a ajuda dos sacerdotes, apoiaram, por exemplo, o setor pastoral com a realização de um curso intensivo para catequistas de diversas áreas da missão, encontros de jovens, encontros de preparação para o matrimónio e de oração.

Já na área da saúde a equipa trabalhou em sintonia com as estruturas existentes na missão, “incluindo a maternidade Libermann” que foi construída com o apoio da Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) ‘Sol Sem Fronteiras’, na primeira “Ponte” em Kalandula, em 2003.

Segundo o padre Victor Silva “apesar das limitações em recursos humanos e materiais”, a missão consegue dar um “apoio precioso à população” e os JSF deram também “um grande apoio”, sobretudo na realização de triagens entre a população.

‘Construir Pontes de Misericórdia’ foi o lema escolhido para a ‘Ponte2016’ que cruzou o Jubileu da Misericórdia, que a Igreja está a viver até 20 de novembro, com o “sentido de caminho, encontro e reconciliação” que a atividade de voluntariado missionário anual evoca.

O sacerdote adianta ainda que uma das palavras que mais ouviram durante o mês de agosto “foi obrigado”, uma resposta devolvida a “qualquer saudação” como “bom dia” ou “boa tarde”: “É uma resposta automática, ritual, mas que não deixa de apontar para um sentimento mais profundo de autêntica gratidão.”

O padre Victor Silva adianta ainda que “foi particularmente significativo” o projeto ‘Ponte’ ter-se realizado em Angola uma vez que a Congregação dos Missionários do Espírito Santo celebra 150 anos de missão no país Lusófono, e só um ano depois implantaram-se em Portugal.

“Partir para Angola ajudou-nos a perceber a nossa missão não como um algo isolado, mas inserida num projeto bem mais abrangente, que tem vindo a ser construído há século e meio”, observou o sacerdote.

A nota informa ainda que os JSF foram acolhidos em Kalandula pelo padre Manuel Viana, que celebra este ano 50 anos de sacerdócio, e pelo jovem espiritano João Paulo, que está a fazer o seu estágio missionário.

As ‘Pontes Missionárias’ são projetos de voluntariado de curta duração realizadas há quase três décadas num país lusófono pelos Jovens Sem Fronteiras através da ONGD “Sol Sem Fronteiras” e em parceria com os Espiritanos.

CB

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