Lisboa, 20 mai 2011 (Ecclesia) – Um dos bispos auxiliares de Lisboa, D. Joaquim Mendes, presidiu esta quinta-feira ao segundo dia do tríduo preparatório para a beatificação de Madre Maria Clara.

Na linha da tradição da Igreja para acontecimentos significativos da vida eclesial realiza-se um tríduo preparatório e a beatificação de Madre Clara não fugiu à regra.

Na Igreja de Nossa Senhora do Amparo (Benfica-Lisboa) fez-se uma vigília de oração com o intuito de preparar os crentes para a celebração da beatificação, que acontecerá este sábado, no estádio do Restelo, em Lisboa.

Norteado pelo lema: «Maria Clara, um rosto da ternura e da misericórdia de Deus», o segundo dia do tríduo, teve lugar na igreja onde foi batizada a irmã Maria Clara do Menino Jesus, a 2 de setembro de 1843, com o nome de Libânia do Carmo.

Depois da Igreja de S. Miguel-Queijas e da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, o tríduo preparatório termina hoje na Igreja de Santa Maria de Belém.

Madre Maria Clara será beatificada amanhã, no Estádio do Restelo (Lisboa), numa celebração presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, sendo o representante do Papa, o cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos.

A futura beata Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, distrito de Lisboa, a 15 de junho de 1843, e recebeu o hábito de Capuchinha em 1869, escolhendo o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A religiosa foi enviada a Calais, França, a 10 de fevereiro de 1870, para fazer o noviciado, com a intenção de fundar em Portugal uma nova congregação, que viria a ser aprovada pela Santa Sé a 27 de março de 1876.

A Madre Maria Clara morreu em Lisboa em 1899, no dia 1 de dezembro (data em que a memória da religiosa passará a ser evocada pela Igreja Católica) e o seu processo de canonização viria a iniciar-se em 1995.

LFS

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