Papa abençoou primeira pedra de santuário dedicado à santa católica, figura de referência do século XX

Foto: Lusa

Skopje, 07 mai 2019 (Ecclesia) – O Papa visitou hoje o Memorial da Madre Teresa de Calcutá, na sua cidade natal de Skopje, evocando a santa católica do século XX como “voz” e “mãe” dos pobres.

Numa oração pronunciada perante representantes de várias religiões presentes na Macedónia do Norte e religiosas das Missionárias da Caridade, Francisco declarou que Santa Teresa de Calcutá se “tornou a voz suplicante dos pobres e de todos aqueles que têm fome e sede de justiça”.

Acompanhado pelas irmãs da congregação fundada por Madre Teresa, o pontífice começou por depositar flores aos pés da estátua da santa, rezando na capela do memorial, diante de relíquias da religiosa e alguns objetos pessoais.

A visita foi acompanhada, também, por dois primos de Santa Teresa de Calcutá, num espaço construído no local da antiga igreja do Sagrado Coração de Jesus, em que ela foi batizada.

“Intercedei junto de Jesus para que também nós obtenhamos a graça de estar vigilantes e atentos ao grito dos pobres, daqueles que estão privados dos seus direitos, dos doentes, dos marginalizados, dos últimos”, rezou Francisco.

O Papa disse que a Igreja tem o dever de dar um “testemunho credível”, realizando “obras de justiça, amor, misericórdia, paz e serviço”.

Após a oração, o pontífice cumprimentou os líderes religiosos e os primos de Madre Teresa, seguindo para o pátio onde se reuniram cerca de 100 pessoas pobres, assistidas pelas Missionárias da Caridade.

Francisco abençoou a primeira pedra do Santuário de Madre Teresa (1910-1997), prémio Nobel da Paz em 1979, que foi canonizada pelo atual Papa a 4 de setembro de 2016.

OC

 

Gonxha Agnes Bojaxhiu, a Madre Teresa, nasceu em Skopje (atual capital da Macedónia), então sob domínio otomano, a 26 de agosto de 1910, no seio de uma família católica que pertencia à minoria albanesa.

A 25 de dezembro de 1928 partiu de Skopje rumo a Rathfarnham, na Irlanda, onde se situa a Casa Geral do Instituto da Beata Virgem Maria (Irmãs do Loreto), para abraçar a Vida Religiosa, com o ideal de ser missionária na Índia.

Acabou depois por embarcar rumo a Bengala, passando por Calcutá até Dajeerling, numa casa da Congregação fundada pela missionária Mary Ward, onde escolheu o nome de Teresa.

Madre Teresa absorveu o estilo de vida bengali e, posteriormente, transmitiu-o às suas religiosas, quando fundou as Missionárias da Caridade.

O seu trabalho nas ruas de Calcutá centrou-se nos pobres da cidade que morriam todas as noites, vestida com um sari branco, debruado de azul, a imagem com que o mundo se habituou a vê-la.

A religiosa faleceu a 5 de setembro de 1997, na casa geral da congregação que fundou, em Calcutá, aos 87 anos de idade.

Foi beatificada por João Paulo II a 19 de outubro de 2003, depois de o Papa polaco ter autorizado que o processo decorresse sem esperar pelos cinco anos após a morte, exigidos pela lei canónica.

 

 

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