Até 05 de agosto na Casa do Oeste, uma semana para educar «para a sociedade»

Lisboa, 31 jul 2017 (Ecclesia) – A Fundação João XXIII – Casa do Oeste, uma organização católica a funcionar em Ribamar, no Concelho da Lourinhã, acolhe até 05 de agosto campos de férias para crianças entre os 8 e os 13 anos.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, Cristiana Palma, membro da Juventude Agrária e Rural Católica envolvida neste projeto, realça o objetivo de “consciencializar” os mais novos “para a sociedade e para os valores católicos, fazendo dinâmicas, chegando a eles com jogos, com teatro, com músicas”.

Para, a partir do trabalho “em grupo, no individual, conhecerem o próximo, a sociedade que os envolve, o meio rural”.

Este ano os campos de férias, feitos em parceria com a Ação Católica Rural e a Agrária e Rural Católica, tem como tema “A viagem do sol”, baseado na comemoração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Cristiana Palma salienta a matriz pedagógica das atividades, que não servem apenas para entreter as crianças durante o tempo de verão.

“As crianças que recebemos são o futuro, que temos de os educar e ajudar nesta caminhada, para estarem mais conscientes pelo mundo que os rodeia, e não estarem presos no seu mundo em casa sem nenhum objetivo. É abrir-lhes as portas para o mundo”, complementa.

As inscrições para esta iniciativa esgotaram, com a procura de cerca de 40 crianças que rumaram até à Fundação João XXIII – Casa do Oeste.

Os projetos da Ação Católica Rural e da Juventude Agrária e Rural Católica neste meio específico, do ambiente de campo, não se esgotam nos mais novos.

“No meio rural, com sabemos hoje em dia há mais população envelhecida. E nós tentamos dinamizar os idosos, fazer dinâmicas, fazer algo ativo no meio envolvente”, explica Cristiana Palma.

Essas dinâmicas passam por exemplo pela realização de “uma feira rural, com almoço e teatro”, como acontece com a JARC de Santa Susana.

Durante uma tarde, o objetivo é “entreter as pessoas” com “coisas que as crianças preparam, vender doces, rifas, envolver toda a comunidade e assim estar mais em contacto com a população”.

“As crianças daqui também são mais rurais, e tentamos falar de coisas mais rurais, perceber que é da terra, que é a natureza que nos dá tudo. Trabalhamos por exemplo temas como o ambiente”, realça a membro da JARC.

A partir do dia 27 de agosto começa um outro campo de férias, ainda com inscrições a decorrer, para jovens entre os 14 e os 17 anos.

HM/JCP

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