Lisboa, 17 Jan 2022 (Ecclesia) – José Rodrigues, antigo coordenador da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), disse aos militantes deste organismo da ação católica em Lisboa que a paz se tem de construir “em todos os momentos”.

“A paz não se encomenda nem se compra, constrói-se em todos os momentos, no nosso dia-a-dia, sempre que nos disponibilizamos para os outros, para ouvir, escutar e partilhar”, disse José Rodrigues num encontro online, este sábado, sobre a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz 2022.

Ao refletir sobre o documento, subordinado ao tema ‘Diálogo entre gerações, educação e trabalho: instrumentos para construir uma paz duradoura’, o orador convidou os participantes a refletir sobre os “três caminhos” para a construção duma paz duradoura.

Em relação ao diálogo entre gerações, José Rodrigues realçou que “todo o diálogo é sincero, mesmo sem excluir uma justa e positiva dialética, exige sempre uma confiança de base entre interlocutores.

A sinceridade é fundamental porque “dialogar significa ouvir-se um ao outro, confrontar posições, pôr-se de acordo e caminhar juntos”.

O Papa Francisco realça que “os grandes desafios sociais e os processos de participação, não podem prescindir do diálogo entre os guardiões da memória, os idosos”.

Ao falar sobre a instrução e a educação, o antigo coordenador da LOC/MTC sublinha que o Papa Francisco diz que “investir na instrução e educação das novas gerações é a estrada que pode levar as novas gerações a ocupar um justo lugar no mundo do trabalho”.

Na terceira parte da sua reflexão, José Rodrigues acrescenta que o “trabalho é indispensável para construir a paz”.

“O progresso tecnológico não deve substituir o trabalho humano”, afirmou, numa intervenção citada pela LOC/MTC do Patriarcado de Lisboa, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

Na sua reflexão foram relembrados os desafios que estas “três estradas apresentam na caminhada sinodal que o Papa Franciscos propôs”.

O Dia Mundial da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, em dezembro de 1967, e celebrado pela primeira vez em 1 de janeiro de 1968.

LFS/OC

 

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