Lisboa, 18 mar 2014 (Ecclesia) – D. Nuno Brás, bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, lembrou este domingo durante a segunda catequese quaresmal na Sé da capital o legado de D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa, falecido no último dia 12.

“O clima pascal destas catequeses quaresmais ficou este ano decididamente marcado pela passagem do senhor patriarca D. José Policarpo para a eternidade. Como ele próprio disse nas exéquias do seu antecessor ‘A Páscoa perene, revive-a a Igreja de Lisboa, com a morte do seu pastor’. A vida oferecida do nosso patriarca, unida à de Cristo, Cordeiro Pascal, vai ser uma fonte de graça para todos”, disse D. Nuno Brás.

Partindo da análise da exortação apostólica do Papa Francisco ‘A Alegria do Evangelho’, o bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa disse que “o anúncio do Evangelho não se resume, decididamente, a um conjunto de palavras pronunciadas, ainda que belas e cheias de novidade, mas traz sempre consigo um agir”.

“Todos, sem exceção não deixam de comparecer diante do Amor. O Amor julga com Amor acerca do Amor. Mas precisamente por ser Amor, não deixa nunca de iluminar, de interrogar e de erguer publicamente a sua voz”, acrescentou.

Segundo D. Nuno Brás, “não se tratam aqui das obras valorosas dos heróis que por se elevarem acima dos comuns dos mortais se hão de libertar da morte”, porque “valor da vida humana tem uma medida: a obra realizada em favor do outro mais pequenino”.

O prelado explicou que os “irmãos pequeninos” a que Jesus se refere muitas vezes são “os famintos, os que têm sede, os peregrinos, os que não têm que vestir, os doentes e os presos”.

“Hoje o discípulo é convidado à conversão” algo só possível “pela paciência de Deus que não cessa de esperar pelo filho que se afastou, nem desiste do seu regresso”, concluiu D. Nuno Brás a segunda catequese quaresmal.

MD

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