Cardeal-patriarca presidiu à Missa do Corpo de Deus, sem procissão, abençoando a cidade e a diocese

Foto: Arlindo Homem

Lisboa, 11 jun 2020 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca presidiu hoje à Missa do Corpo de Deus, na Catedral de Lisboa, elogiando o esforço das comunidades católicas no confinamento e nas medidas contra a propagação da Covid-19.

“O cuidado que tivermos para não sermos contagiados nem contagiar os outros é comunhão verdadeira”, assinalou D. Manuel Clemente na homilia da celebração, com transmissão online.

O responsável católico destacou o impacto da suspensão das celebrações comunitárias, durante mais de dois meses, explicando que “é a caridade de Cristo que leva os seus discípulos ao que for necessário para um maior bem dos outros”.

A Eucaristia, com bênção à cidade e à diocese a partir do átrio da Sé, assinalou a celebração do Corpo de Deus, sem a tradicional procissão nas ruas da cidade, por causa da pandemia.

“Neste caso, abstenção é comunhão”, indicou D. Manuel Clemente.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa citou o Papa, o qual destacou no último domingo a importância de não “cantar vitória antes do tempo”.

“Foi e continua a ser difícil tanto resguardo”, admitiu o cardeal-patriarca.

Para D. Manuel Clemente, as possibilidades mediáticas ajudam a prosseguir de outro modo os contactos em geral, mas não dispensam a “relação próxima”.

“Se hoje nos resguardamos para o bem dos outros, é para melhor nos recuperarmos amanhã, em convivência mais segura, e com melhores práticas, mais respeitadora de todos e de tudo”, pediu, desejando que os católicos se empenhem em “gestos de caridade autêntica”.

O Corpo de Deus, feriado nacional em Portugal, é uma celebração com raízes medievais; desde o século XII, muitas localidades assinalam uma solenidade que evoca o “triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia”.

OC

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