Podcast, concurso de música litúrgica e um livro sobre o ministério de D. Manuel Clemente são algumas iniciativas que promove, também ligadas ao centenário do nascimento do Padre Manuel Luís

Lisboa, 04 nov 2026 (Ecclesia) – O reitor do Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais, no Patriarcado de Lisboa, destacou o papel formativo da Associação Monsenhor Pereira dos Reis, criada há mais de 20 anos, com o objetivo de promover a liturgia.
“A Associação contribui para a formação dos seminaristas”, afirmou o padre Nuno Amador, em declarações à Agência ECCLESIA, destacando que são os candidatos ao sacerdócio que integram os seus órgãos sociais e são os responsáveis por pensar as iniciativas por ela desenvolvidas.
“No Seminário, para nós, é muito importante isto: que quem está aqui a formar-se, se forme também para um trabalho em comunhão, para um trabalho em colaboração, para um trabalho que não é apenas seu, pessoal, mas que é um trabalho de todos”, assinalou o sacerdote.
Fundada a 22 de Abril de 2004, a Associação Monsenhor Pereira dos Reis (AMPR), sob a égide do primeiro reitor deste mesmo Seminário, assume-se como elemento pedagógico e em sintonia com a proposta formativa definida pela equipa formadora do mesmo Seminário.
“O nosso objetivo principal é este da formação, a promoção litúrgica, a vivência adequada da liturgia, a espiritualidade litúrgica, e principalmente nesta casa, naqueles que se preparam para o ministério sacerdotal, mas também numa vertente de contribuir para a formação do povo de Deus, de toda a comunidade cristã que celebra”, explicou o seminarista Pedro Cortegaça, vice-presidente da associação.
A AMPR é composta por toda a comunidade do seminário, com 51 seminaristas, de nove dioceses – Aveiro, Funchal, Guarda, Lisboa, Santarém, Cochin (Índia), Trivandrum (Índia), São Tomé e Príncipe, Mindelo (Cabo Verde) – e oito padres formadores.
O padre Nuno Amador destaca a importância do associativismo e expressa o desejo de que os padres que saiam do Seminário dos Olivais “sejam padres capazes de fazer pontes”, “gerar comunhão”, “trabalhar em conjunto, com pessoas dentro da Igreja, fora da Igreja”.

“Creio que isso é uma coisa muito importante para a formação sacerdotal hoje”, desenvolveu.
O seminarista José Maria Duarte, de 27 anos, que ainda este mês, no dia 29, é ordenado diácono, integrou o Conselho Fiscal da Associação nos últimos dois anos e destaca o papel que esta tem na promoção da liturgia.
“No fundo, isto: aprender a conhecer mais a liturgia, para amá-la mais, mas, também, amando-a mais, é mais fácil, depois, querer conhecer”, testemunhou.
O jovem partilhou ainda que a associação também contribuiu para que os seminaristas pudessem participar no Jubileu 2025.
O padre Nuno Amador considera que estas experiências ajudam os seminaristas a desenvolver várias competências que serão importantes no exercício do ministério sacerdotal.
“Nós falámos, ao longo dos últimos anos, muito deste tema da sinodalidade. Do caminharmos em conjunto, pensarmos em conjunto, decidirmos em conjunto, discernirmos em conjunto, e creio que o trabalho, numa realidade assim, dentro do próprio seminário, como é a associação, permite muito isto, este trabalho em rede e este trabalho colaborativo, que é fundamental também para a formação hoje”, defendeu.
Pedro Cortegaça evidencia que a associação quer, acima de tudo, “servir o povo de Deus”, com “simplicidade”, e contribuir, naquilo que é possível, para a “vivência da liturgia”.
A Igreja Católica em Portugal celebra a Semana de Oração pelos Seminários 2026 até domingo, com o lema “Comunidade que reza, Seminário que floresce”.
LJ/PR

