De acordo com a denúncia oficialmente formulada na segunda-feira pelo ARLPI –«Iniciativa para a Paz dos Líderes Religiosos da região Acholi»–, as forças armadas sudanesas (SAF) continuam a fornecer armas e munições aos rebeldes do «Exército de Resistência do Senhor» (LRA) de Joseph Kony. Com antecedência, o exército de Jartum enviava material bélico para o movimento rebelde, recorda a agência missionária Misna. Contudo, após o reinício de relações diplomáticas com Kampala, o governo sudanês comprometeu-se a interromper qualquer forma de colaboração com o LRA. Uma minuciosa investigação levada a cabo pelo ARLPI permite concluir que desde Outubro do ano passado, as forças armadas sudanesas retomaram a colaboração com os rebeldes fazendo entrega de armas, munições, roupa e camuflagem. O material bélico era depois transferido para outros arsenais secretos no Sudão e no Uganda. «O contínuo fluxo de abastecimento aos rebeldes –diz uma nota do ARLPI– está a provocar a morte da população Acholi numa série interminável de emboscadas, ataques contra campos de refugiados e, mais recentemente, contra missões católicas».
