Fundação apresentou campanha de Natal, que vai ajudar refugiados e deslocados internos em oito países

Foto: AIS

Lisboa, 24 nov 2021 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) encerra hoje a #redweek, uma ‘semana vermelha’ que alertou a opinião pública para a “perseguição contra os cristãos” e a importância da liberdade religiosa.

“É para interpelar, para nos ajudar a perceber o que é que se passa, fazer a nossa investigação e perceber que significa todo o sangue dos mártires, todos aqueles que são perseguidos hoje por causa da sua fé”, disse à Agência ECCLESIA a presidente do secretariado português da AIS.

Catarina Martins Bettencourt acrescenta que “infelizmente são muitos”, por isso, são necessárias iniciativas como esta ‘semana vermelha’, a #redweek que termina esta quarta-feira, com o mote ‘Perseguidos mas não esquecidos’.

Neste âmbito, a fundação pontifícia fez iluminar de vermelho alguns monumentos mais significativos e igrejas para alertar a atenção da opinião pública para o drama da perseguição contra os cristãos e a necessidade de se garantir a liberdade religiosa.

Segundo Catarina Martins Bettencourt, esta iniciativa global realizou-se nas várias capitais europeias onde existem secretariado da AIS e, este ano, também em países com parceiros no terreno.

Em Portugal aderiram a esta campanha diversas paróquias, como da Ramada, em Odivelas, do Campo Grande, em Lisboa, as Paróquias de São Vítor, São Lázaro, Senhora-a-Branca, a Basílica dos Congregados, o Santuário de São Bento de Porta Aberta, em Braga, e o Monumento de Cristo Rei, em Almada.

Esta semana especial termina hoje e, neste âmbito, o secretariado português da AIS lançou a sua campanha solidária de Natal que vai apoiar refugiados em oito países, de África e do Médio Oriente, desde os “bens essenciais à saúde mental e espiritual”.

“Esta realidade é tão avassaladora que decidimos neste Natal chamar a atenção para esta questão e apresentar os vários projetos, os vários pedidos de ajuda, que nos têm chegado e precisamos de ajuda para poder ajudar”, explicou Catarina Martins Bettencourt.

A responsável pela em AIS Portugal alertou que há “mais de 82 milhões de refugiados no mundo”, e nunca existiu um número tão “grande de refugiados e deslocados”.

“São cada vez mais os países que estão a ser confrontados com esta realidade dos deslocados internos, dos refugiados, e os nossos parceiros também têm feito chegar muitos pedidos de ajuda porque é praticamente impossível às estruturas locais da Igreja fazerem face a tantos milhares de pessoas”, desenvolveu.

A campanha de Natal 2021 da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre tem como tema ‘Refugiados – Vidas nas nossas mãos’, e vai apoiar pessoas de países em África – Nigéria, República Democrática do Congo, Burquina Faso e Moçambique – e, no Médio Oriente, o Líbano e a Síria que “continuam com uma situação dramática”.

Catarina Martins Bettencourt explica que as ajudas são desde bens essenciais – abrigo, alimentação, vestuário -, porque a maior dos refugiados e deslocados “fugiram de ataques contra as suas aldeias, vilas, sem nada”, a ajuda psicológica, e como a AIS “é uma organização pastoral e está ao lado da Igreja” também o “apoio espiritual”, que é realizado por sacerdotes e religiosas, em cada país.

PR/CB/OC

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