Fundo Diocesano do Clero tem saldo negativo de 45 mil euros

Leiria, 29 set 2020 (Ecclesia) – A Diocese de Leiria-Fátima divulgou hoje o resumo das contas dos seus fundos Económico e do Clero, depois do cardeal D. António Marto ter determinado a sua publicação anual, “para todos os fiéis”.

O Fundo Diocesano do Clero tem saldo negativo de 45 mil euros e o Fundo Económico Diocesano apresenta um saldo positivo de 15 mil euros, garantido pelo “contributo do Santuário de Fátima”, que representa cerca de metade das receitas registadas.

“A Diocese de Leiria-Fátima é uma vasta comunidade que integra 74 paróquias e várias outras instituições com relativa autonomia e administração própria. Do ponto de vista económico, tanto a nível diocesano como paroquial, a sustentabilidade da Igreja depende principalmente da partilha de bens dos fiéis, das famílias e das instituições”, escreve D. António Marto, numa mensagem publicada online.

O Fundo Económico Diocesano “recolhe as ofertas, contributos e rendimentos para garantir os meios necessários ao bispo e seus colaboradores no governo da Diocese, para a vida e atividade desta, incluindo as remunerações de padres e leigos ao seu serviço”.

Já o Fundo Diocesano do Clero, alimentado por donativos e contributos de pessoas e instituições, “tem como finalidade prover à condigna sustentação dos sacerdotes e diáconos”, quando o não podem fazer as paróquias, instituições ou serviços onde exercem o ministério, ou como complemento à pensão dos que se encontram na situação de reforma.

Entre os dados publicados pela Diocese, refere-se que o Fundo Diocesano do Clero gastou 125 mil euros com o complemento de reforma dos padres idosos e 16 mil euros com complementos de remunerações.

O Fundo Económico Diocesano assegurou 258 mil euros para “remunerações e encargos” e 161 mil euros para “gastos com evangelização, formação e subsídios”.

“Esta publicitação das contas diocesanas é um meio de dar a conhecer este aspeto da vida da nossa Igreja, de agradecer aos fiéis a sua generosidade e de assumirmos o compromisso de administrar fielmente os bens que nos são confiados para o cumprimento da missão eclesial no mundo”, indica o cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima.

OC

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