Investigações não encontraram qualquer estrutura óssea posterior ao século XIX

Cidade do Vaticano, 29 jul 2019 (Ecclesia) – O Vaticano anunciou que este domingo se concluíram as operações no Campo Santo Teutónico, no contexto das investigações do caso de Emanuela Orlandi, desaparecida em 1983, descartando qualquer ligação ao acontecimento.

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou sobre o resultado das escavações, tanto dentro dos muros do Vaticano, como na sede da Nunciatura na Itália; nos mesmos não se encontrou “nenhuma estrutura óssea que remonte a um período posterior” ao final do século XIX.

As operações de antropologia forense foram acompanhadas por um perito, designado pela família Orlandi, e passaram pela análise morfológica de várias centenas de estruturas ósseas parcialmente intactas e milhares de fragmentos, com “características de datação muito antigas”.

As amostras foram recolhidas e mantidas no Comando da Gendarmaria, estando à disposição do Promotor de Justiça do Vaticano, o qual decidirá qual o procedimento a ser adotado.

A Santa Sé afirma a “sua disposição de procurar a verdade sobre o desaparecimento de Emanuela Orlandi e nega categoricamente que esta atitude de total cooperação e transparência possa significar de alguma forma, como dizem alguns, uma admissão implícita de responsabilidade”.

O caso diz respeito à jovem italiana Emanuela Orlandi, vista pela última vez em 1983, então com 15 anos; uma adolescente filha de um funcionário da Santa Sé e que desapareceu em circunstâncias que ainda estão por apurar.

OC

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