João Paulo II exigiu esta manhã a libertação imediata do Bispo Misael Vacca Ramirez, sequestrado na Colômbia pelo Exército de Libertação Nacional (ELN). O Papa classificou o rapto como “um acto criminoso” e pediu “com firmeza paternal a libertação sem demoras do prelado”. “O Sumo Pontífice recebeu com tristeza e preocupação a notícia deste acto criminoso, que não é justificável de modo algum”, declarou o director-adjunto da sala de imprensa da Santa Sé, Pe. Ciro Benedettini. A posição oficial do Vaticano em relação a este acto é de que “é muito triste e repreensível que um Bispo seja impedido de forma inqualificável de exercer livremente o seu ministério pastoral, sobretudo quando se aprestava a anunciar o Evangelho da paz e da esperança aos fiéis confiados aos seus cuidados”. O rapto foi confirmado pela Conferência Episcopal Colombiana e terá tido lugar no sábado perto do povoado de Morcote, 350 quilómetros ao nordeste de Bogotá, quando o prelado atravessava a região acompanhado de outros três sacerdotes. Os rebeldes manifestaram a estes acompanhantes que o Bispo, de 48 anos de idade, seria posto em liberdade posteriormente com uma mensagem. O Vaticano já começou a estabelecer contactos com a Igreja local para obter a libertação do Bispo sequestrado. Durante os últimos 20 anos um arcebispo, um bispo e pelo menos 50 sacerdotes e três religiosas foram assassinados. Além destes, quatro bispos, 14 sacerdotes e um missionário foram sequestrados no mesmo período.
