Símbolos da Jornada Mundial da Juventude foram transportados pela charanga da GNR

Foto Agência ECCLESIA/CB

Lisboa, 23 dez 2022 (Ecclesia) – A Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) da Guarda Nacional Republicana transportou hoje os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) por ruas da freguesia da Ajuda, em Lisboa, associando-se à peregrinação no Ordinariato Castrense.

“Nós, como unidade de representação da Guarda, naturalmente temos todo o gosto em estar associados a este mesmo movimento que passa hoje pela nossa Unidade e com todos os recursos que habitualmente empenhamos nas Honras de Estado”, disse o comandante da USHE da GNR, em declarações à Agência ECCLESIA.

O major-general Pedro Moleirinho lembrou que as Forças de Segurança de Portugal “vão estar muito empenhadas em 2023” na Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, mas já neste final de 2022 “coube à Guarda Nacional Republicana e, neste caso, à Unidade Segurança e Honras de Estado fazer o transporte dos símbolos”.

Os dois símbolos da JMJ – a cruz e o ícone de Nossa Senhora Maria Salus Populi Romani – saíram da igreja da Memória, da Diocese das Forças Armadas e de Segurança, com a charanga da GNR a cavalo, com uma escolta a cavalo, e, como explicou o comandante da Unidade de Segurança e Honras de Estado, neste cortejo também integraram “a parte mais operacional dos motociclos”, militares e civis a pé.

O desfile pelas ruas da freguesia da Ajuda teve como primeira paragem o Picadeiro do 4.º Esquadrão a Cavalo da USHE, onde realizaram uma celebração da Palavra, presidida pelo bispo do Ordinariato Castrense.

D. Rui Valério destacou os cinco valores dos símbolos da JMJ para a Guarda Nacional Republicana e para a Unidade de Segurança e Honras de Estado “em especial”, como a esperança, a verticalidade e a camaradagem, e afirmou que os dois símbolos “são gramática de vida”.

“Todos estes símbolos convocam o que de mais elevado o Evangelho tem em termos de valores e, seja no contexto das Forças Armadas, seja no contexto das Forças de Segurança são traduzidos em valores éticos. Desde logo o grande, o imprescindível, o incontornável valor do serviço que é a dádiva da própria vida pelos irmãos a exemplo de Jesus na cruz, que em criança está no presépio, assim também as Forças Armadas e Forças de Segurança, a nossa Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a Marinha, o Exército, a Força Aérea, fazem e têm como ADN, como essência da sua missão e da sua vocação, este valor do serviço aos outros na dádiva da própria vida”, disse o responsável católico, em declarações à Agência ECCLESIA.

D. Rui Valério destacou também a “grande alegria” de terem transportado os símbolos da Jornada pela “ilustre charanga da GNR”, e a “honra tendo em conta o historial de altas individualidades” já transportadas.

“Isso só revela como de facto, desde a primeira, no Ordinariato Castrense assumimos uma atitude muito bela de dispensarmos à cruz e ao ícone de Nossa Senhora as honras próprias de uma alta identidade. Para nós, é verdadeiramente Deus que vem ao nosso encontro, Deus que se faz próximo”, acrescentou.

Para o major-general Pedro Moleirinho, este gesto em tempo de Natal, tem importância para dentro da instituição, “é um momento de coesão, reflexão e esperança”, e também de partilha com a população que se associou a esta efeméride.

“Foi visível ao longo do caminho que as pessoas se juntavam, às janelas, esta proximidade é bastante importante para a Guarda porque é a nossa missão, é para isso que trabalhamos no dia-a-dia”, realçou o alferes Daniel Lopes, da 1ª Companhia da Unidade de Segurança e Honras de Estado da Guarda Nacional Republicana, referindo que foi “bastante importante representar esta passagem através da Guarda”.

À Agência ECCLESIA, o jovem alferes partilhou que foi possível perceber “toda a viagem que estes símbolos já fizeram”, que já percorreram “meio mundo”, e ver que “têm um bom estado de conversação”, ou seja, “há a preocupação em tratar, em fazer movimentar de uma forma digna e o respeito inerente aos mesmos”.

Após esta celebração da Palavra de Natal, dinamizada pela assistência religiosa, o cortejo dos símbolos desceu a Calçada da Ajuda para regressar à igreja da Memória, depois de realizar uma paragem no Quartel do Conde de Lippe, com a sua planta pentagonal.

“Isto é fazer acontecer Natal porque estes militares e estes civis que nos acompanharam pelas ruas de Lisboa, e na nossa oração, significa que Jesus está bem vivo no coração das pessoas e no coração daqueles que servem o país, e ajudam os outros a viver mais seguros e realizados, e também com mais perspetivas de futuro”, afirmou o reitor da igreja da Memória e capelão da Unidade de Segurança e Honras do Estado da GNR.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o padre António Borges da Silva sublinhou a receber os símbolos na GNR e com Honras de Estado tem “uma importância grande”, explicando que estes momentos são para os militares “elevadíssimos, cerimónias únicas de verdadeiras honras”, honram os outros mas também honram-se pela sua “prestação e pela qualidade neste servir e no desempenho todos os dias”.

“Olhamos para Jesus e para Jesus vivo no meio da juventude, como o Jesus que transforma a civilização, torna mais humana, mais fraterna, com um foco no desenvolvimento em que o amor faz parte deste desenvolvimento. As nossas forças, pela Lei e pela Grei, querem que esta sociedade se torne mais humana, mais capaz de crescer, pelo lado do amor, da justiça, do bem, pelo lado da fraternidade”, desenvolveu o capelão da USHE.

CB/PR

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