Itinerário da cruz e ícone de Maria em Portugal começa no Algarve com promessa de «tocar o coração» e chegar a locais onde «simbologia religiosa não está presente»

Fotos Agência Ecclesia/PR, jovens de Portugal entregam os símbolos da JMJ aos jovens de Espanha

Lisboa, 27 out 2021 (Ecclesia) – O padre Filipe Diniz, diretor do Departamento Nacional de Pastoral Juvenil (DNPJ), disse à Agência ECCLESIA que a peregrinação dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) quer “encorajar e evangelizar os jovens” e é uma oportunidade para “tocar o coração”.

“Esta vivência dos símbolos quer encorajar e evangelizar os jovens nas dioceses portuguesas, que estão a organizar e a definir o itinerário para tocar o coração dos jovens. Vou também sentindo, quando passo pelos espaços, não só dentro das igrejas, mas nas escolas e em várias realidades onde muitas vezes não está a simbologia religiosa mas onde tentamos envolver as comunidades locais para viver este acontecimento”, assinala o sacerdote.

Depois de os símbolos da JMJ terem peregrinado em Angola, Polónia e Espanha, a Diocese do Algarve é a primeira em Portugal a receber, esta sexta-feira, a cruz de e o ícone mariano, numa organização com a Diocese de Huelva que pretende fazer passar os símbolos no rio, “num belo cenário do Guadiana”.

“Vai ser um momento muito especial para os portugueses, que já esperam há algum tempo, e vamos ter a oportunidade de os símbolos estarem presentes durante um mês em cada diocese”, acrescenta o entrevistado, também coordenador da peregrinação dos símbolos das JMJ.

O responsável assume o “privilégio” de ter acompanhado os símbolos em três países, “três realidades diferentes, três juventudes diferentes,” mas em todos encontrou “a alegria do acolhimento”.

“Foi a primeira vez que os símbolos estiveram em Angola. Foi a oportunidade para sentir o povo diante dos símbolos, com os cânticos e muita oração, numa manifestação da sua fé – Não só os jovens mas todas as pessoas e isso foi uma grande alegria”, destaca o diretor do DNPJ.

Os símbolos passaram por oito dioceses angolanas com ecos de “muita riqueza e agradecimento à Conferência Episcopal Portuguesa pela oportunidade”.

“Recebemos um agradecimento profundo e toda a organização envolvida naquele momento deixou uma marca nos jovens que estiveram próximos dos símbolos e agradeceram através da sua oração e do seu cântico e louvor, deixando uma marca”, reconhece o padre Filipe Diniz, que esta quinta-feira é convidado do Programa ECCLESIA (RTP2, 15h00).

Na Polónia, o responsável recorda a viagem que fez, já numa carrinha caracterizada com a imagem da JMJ Lisboa 2023.

“A viagem até à Polónia teve momentos interessantes: na passagem por Espanha e França, o facto de a carrinha ir caracterizada (foi motivo) para luzes e os apitos de quem a reconhecia”, relembra.

Na Polónia, a comitiva foi recebida pelo responsável nacional e pelo bispo que coordena a pastoral juvenil, e, num total de três dias que o padre português passou na Polónia, destaca uma vivência “ainda muito cristã e uma Igreja cheia de jovens a acolher”, ainda em tempo de pandemia.

“Foi um sinal muito grande e (a oportunidade) de relembrarem as Jornadas anteriores, quer a de Cracóvia, em 2016, como em Częstochowa, em 1991, onde os símbolos regressaram 30 anos depois, num grande momento de agradecimento”, destaca o sacerdote.

Na entrega dos símbolos a Espanha, o padre Filipe Diniz refere o momento em Vilar Formoso e “as igrejas cheias de jovens e menos jovens” que ajudaram a recordar “a Jornada em Madrid, há 10 anos, e a lançar o desafio do seu regresso”.

Em Barcelona e em Valência, o responsável português percebeu entre “padres e bispos” o “sentido de evangelização” das JMJ.

“Não é só levar os jovens para a Jornada mas que seja um motor de evangelização para os que fazem parte e estão envolvidos nestas dioceses”, indica.

SN/LS

JMJ 2023: Símbolos da Jornada Mundial da Juventude iniciam peregrinação de dois anos em Portugal

Partilhar:
Share