«Caminhando com eles, ajudando a construir um mundo melhor», salientou bispo auxiliar de Lisboa, religios salesiano

Foto Agência ECCLESIA/MC

Lisboa, 04 fev 2022 (Ecclesia) – D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa, disse aos consagrados do Patriarcado que a preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é uma oportunidade de partilhar “os sonhos, a sabedoria e experiência” com os jovens.

“O caminho de preparação para a JMJ 2023 é uma oportunidade de partilhar com os jovens os sonhos, a sabedoria e experiência dos anos, caminhando com eles, ajudando a construir um mundo melhor sob impulso sempre novo do Espírito Santo”, afirmou o coordenador para área pastoral da próxima edição internacional desta jornada.

D. Joaquim Mendes, religioso salesiano, presidiu à Missa do Dia Mundial da Vida Consagrada no Patriarcado de Lisboa, esta quarta-feira, na Sé.

O responsável pediu aos consagrados que não deixem “de sonhar”, que não fiquem à margem.

“Não caiamos na tentação de ficar na margem, mas subamos para a canoa, recordando aos jovens que a vida sem amor é uma vida infecunda; que a ansiedade frente ao futuro pode ser vencida; que se experimenta maior alegria em dar do que em receber, e que o amor não se demonstra apenas com palavras, mas também com obras”, desenvolveu, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O bispo auxiliar de Lisboa salientou que a Vida Consagrada “só cresce e dá frutos evangélicos” se inserida na Igreja, na comunhão vivente com o povo fiel de Deus, e realçou que os consagrados também são convidados a participar no caminho sinodal que a Igreja está a realizar.

“A Vida Consagrada pode ser um exemplo prático de sinodalidade para a Igreja local, se, nela, cada um e cada uma acolhe e valoriza o outro como um dom, escuta-o, recebe e dá, caminha lado a lado, partilha com humildade o carisma e a missão, que tem no centro Cristo, o Evangelho e o serviço à Igreja”, acrescentou.

Na celebração da apresentação de Jesus no Templo e o Dia da Vida Consagrada, D. Joaquim Mendes começou por assinalar o serviço que os consagrados prestam “à Igreja, ao Evangelho, ao povo de Deus”, como na educação, o serviço dos pobres, o acompanhamento das crianças, dos jovens, das famílias, dos idosos, dos doentes, a evangelização.

“É verdade que há um crescente envelhecimento, escasseiam as vocações, debatemo-nos com problemas com a manutenção das estruturas, mas no meio de tudo isto, deve prevalecer a esperança fundada sobre o dom da vida consagrada, obra de Deus”, observou.

A Vida Consagrada na Igreja Católica é constituída por homens e mulheres que se comprometeram, pública e oficialmente, a viver (individualmente ou em comunidade) os votos de pobreza, castidade e obediência para toda a vida; hoje inclui leigos, sacerdotes, religiosas e religiosos.

CB/OC

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